Ah, complementando o post anterior, o iPhone Duo no Brasil não vai ser R$ 12.000,00, e sim R$ 21.000,00. Repetindo… R$ 21.000,00. Boa sorte.
iPhone, IA e produtividade
Estava ouvindo esse episódio do VCP 2.0 e me identifiquei muito com as abordagens do Vladimir. Citando os valores do lançamento do iPhone Duo, ele questiona por que continuamos querendo cada vez mais coisas, mais caras e que provavelmente não vamos usar.
Para mim, a única coisa que leva uma pessoa a pagar 2.000 dólares (em conversão direta, quase 12.000 reais) em um smartphone é o status. O problema é que muitas pessoas que valorizam isso pagam até mais caro se tiverem a esperança de obter esse status social.
Definitivamente, não é uma coisa que valorizo na minha vida. Eu nunca tive um iPhone. Ainda tenho vontade de ter, apenas pela experiência e pela curiosidade. Mas essa curiosidade não me faz pagar mais de 2.000 reais num smartphone. O máximo que já paguei foi cerca de 1.200.
Mas alguns podem dizer: “Mas no iPhone tudo é feito MUITO rápido, é MUITO mais produtivo”. É mesmo?
É exatamente o mesmo discurso que envolve (quase) todas as razões que nos levam a usar a IA. Em alguns casos, que nos obrigam a usar.
Para onde toda essa eficiência e produtividade está nos levando? Você se sente realmente mais produtivo que há 5 ou 10 anos atrás? Sinceramente, eu não. Computadores mais rápidos, telefones mais rápidos, carros mais rápidos etc. parece que só estão nos levando a transtornos mentais, isolamento social, perda de capacidade cognitiva, catástrofes climáticas e deficiências na educação.
Hoje, eu acho que a sociedade precisa do menos, do lento e do melhor.