Depoimentos sobre Blogs

Há poucos dias, comentei com um grande amigo que estava vendo um certo movimento de retorno aos Blogs. Ele disse que espera realmente estar acontecendo, e assim me confidenciou:

Eu devo minha carreira e tudo que veio depois aos blogs.

Também há poucos dias, compartilhei um post em um grupo do Telegram que faço parte. E um dos membros, Michael Pupo, fez um depoimento que achei muito bacana:

Ao longo dos anos eu criei alguns blogs, mas nunca tive tempo de manter uma frequência de publicações… por último, criei uma newsletter no Substack e depois no Beehiiv. Acabei excluindo pelos mesmos motivos…

Mas aí eu vi o seu blog e a proposta minimalista dele… isso me chamou atenção. Gostei bastante. Vi que estava na plataforma Bear Blog, que eu não conhecia, e, depois de pesquisar mais a respeito, resolvi fazer mais uma tentativa.

Encorajado por você, reativei meu blog. As redes sociais estão cada vez mais desagradáveis (do meu ponto de vista) e consumir conteúdo de blogs está voltando a ser mais agradável pra mim.

E a proposta do Bear Blog me conquistou. Além disso, seu blog e posts foram um incentivo também. Muito obrigado por isso! 🙏🏽

Continue! Mesmo que pareça que não está tendo o alcance que você esperava, continue. De alguma maneira, ainda que seja um post pequeno, e ainda que seja para apenas uma pessoa, pode (e eventualmente vai) fazer muita diferença.

Obrigado Michael por suas palavras!

Por fim, gostaria de compartilhar o vídeo do Vladimir Campos em que ele comenta sobre esse movimento de retorno aos blogs e sobre redes sociais.

Se você está pensando em criar um blog e este texto chegou até você, compartilho aqui o comentário que deixei no vídeo do Vladimir:

Venham para os Blogs! Há algo diferente em criar um espaço do seu jeito, em que você tem controle de tudo, em que você pode escrever o que quiser, sem algoritmos, sem brigas, sem as vidas perfeitas que encontramos nas redes sociais. Escreva um conteúdo longo, curto, poucas vezes no ano, ou todo dia. Faça do seu jeito, porque é o seu jeito que importa e não o jeito que as grandes corporações te mandam fazer. Um Blog é uma excelente forma de tornar a internet melhor.

Como tirar o ursinho do Bear Blog no link do post

Se você está começando a usar o Bear Blog (eu), talvez tenha percebido que ao compartilhar o link de um post, a imagem padrão do post é o ursinho do Bear Blog. Veja:

Compartilhamento de link

Não tenho problema com o ursinho no meu Blog, mas na hora de compartilhar o link, ele me parece desproporcional, e também com uma resolução inadequada.

Descobri uma forma rápida de tirar o ursinho e colocar a logo que criei, para deixar mais personalizado também. Se você já foi procurar sobre isso no Bear Docs já deve saber como fazer.

Mas se ainda quiser tirar o ursinho, este post é um breve tutorial de como fazer.

1 - Crie seu logotipo

Primeiro, é preciso criar a imagem que vai substituir o ursinho. Você pode colocar a imagem que quiser. Eu preferi criar um logotipo padrão. Pedi ao Gemini mesmo para criar. Você também pode criar uma imagem no Canva. O que você preferir.

Com o arquivo da sua imagem, acesse seu painel de navegação do Bear Blog e localize na parte inferior a seção “Media”.

Ali que ficam armazenadas suas imagens. Toda imagem no Bear Blog gera um link que você pode copiar.

Faça o upload da imagem que você acabou de criar e copie o link da imagem.

3 - Inserção da imagem no post

Para inserir a imagem do post é precisar adicionar o atributo “meta_image”. No Bear Blog, as características do post precisam ser atribuídas na parte superior da caixa de texto da postagem, da mesma forma que você adiciona tags, por exemplo.

Então, na parte superior do texto de sua postagem adicione a expressão “meta_image: LINK DA SUA IMAGEM QUE ACABOU DE FAZER O UPLOAD”.

Pronto, fazendo isso você adiciona a imagem daquele post. Mas, se este tutorial encerrasse por aqui, você teria que fazer isso em todos os posts - vamos combinar que isso não é muito prático.

4 - Criação de template

Para não precisar fazer isso a cada nova postagem, basta que você insira essa imagem no seu post template.

Na sua lista de posts, aperte o botão “Edit Template”. Este é o seu post padrão, que aparece sempre que você cria um novo post.

Insira o “meta_image: LINK DA SUA IMAGEM QUE ACABOU DE FAZER O UPLOAD” na parte superior do post, da mesma forma que fez anteriormente.

Pronto, agora toda vez que você criar um novo post e decidir publicá-lo, seu logotipo vai aparecer no link do seu post. Assim:

Link com logotipo criado

É isso. Espero que tenha ajudado. Caso tenha alguma dúvida, fique à vontade para entrar em contato por e-mail ou pelo Mastodon.

Pessoas e Blogs

Para quem não conhece, recomendo a série de entrevistas que faz o Manuel Moreale com outros blogueiros. Sai toda sexta-feira. Se chama “People & Blogs”.

A última entrevista foi inclusive com uma usuária do Bear Blog, Percebi muitas semelhanças com a minha forma de escrever neste Blog.

De forma inesperada, este blog está se tornando um blog sobre blogs.

Cérebro, novidades e Todoist

Nesse episódio de O Assunto o neurocirurgião comentou que o nosso cérebro até consegue lidar com duas tarefas ao mesmo tempo. Mas se essas tarefas são desconhecidas pelo cérebro, ou seja, não está habituado a realizá-las, o consumo de energia e atenção é enorme.

Por isso, quando começamos a dirigir, quase não conseguimos fazer outra coisa, são muitos detalhes. Mas depois que já estamos acostumados a dirigir, conversar ou ouvir um podcast, por exemplo, se torna trivial. Conseguimos fazer as duas coisas.

(Esse não foi um exemplo que ele citou, mas foi logo um que me veio a mente).

Isso ajuda a explicar porque desisti de sair do Todoist. Estava sentido um consumo de energia e uma fricção na minha rotina que eu não desejo neste momento.

Como estou lidando com muitas novidades no meu trabalho, não quis lidar com mais esse processo de aprendizagem.

A regra dos 2 minutos do GTD nunca funcionou

Uma das regras do método Getting Things Done (GTD) é não se preocupar em organizar uma tarefa em um projeto se ela levar menos de 2 minutos para ser executada.

Ao invés de organizar, é melhor executa-la de uma vez.

E se tivermos 20 tarefas de 2 minutos? Seriam necessários 40 minutos para executá-la. O que já coloca em cheque a teoria.

Além disso, essa regra parte do pressuposto que conseguimos estabelecer exatamente o tempo necessário de uma tarefa. Porém, muitas vezes ela demora mais ou menos do que isso.

Por fim, é uma tortura ficar decidindo a duração das dezenas e centenas de tarefas que planejamos fazer. É considerar que somos super-racionais em tudo que fazemos. O que não é uma verdade.

Livro gratuito e digital sobre Microblogging

Recomendo a outros blogueiros, e interessados em IndieWeb, o livro do Manton Reece do Micro.blog.

Livro totalmente gratuito, digital, que estou lendo direto pelo navegador. O livro é bem estruturado e a navegação pelos capítulos é ótima. Tem algumas partes técnicas sobre desenvolvimento de software, mas nada que tire o mérito do livro.

Como podem perceber neste blog, estou tentando aplicar o Microblogging - não exatamente da mesma forma que o Manton recomenda. Mas tentando me libertar dos grandes textos, dos ensaios completos, apenas escrevendo e publicando.

Brazilian Storm no Cinema

Com as diversas indicações do “Agente Secreto” ao Oscar, apenas um ano depois das indicações de “Ainda Estou Aqui”, e deste ter vencido o Oscar de Melhor Filme em Língua Não Inglesa, será que estamos vendo o início de um Brazilian Storm no Cinema?

Tomara que sim 🤞🤞🤞

O Discovery do Bear Blog é genial

Parabéns ao Herman por construir essa funcionalidade do Discovery no Bear Blog. É simples e genial. Muito provavelmente vai ser copiado em outras plataformas.

É um Trading Topics de Blogs, mas que também amplia o senso de comunidade na plataforma.

Já estou acompanhando há alguns dias o feed dos posts mais recentes em português, e o que está no Trading em inglês. Com isso, estou descobrindo textos bem legais de outros usuários da plataforma, e conhecendo outros blogueiros.

Ainda não sei o quanto estou sendo descoberto pelos outros usuários, mas é provável que algum texto tenha chegado para outro(a) blogueiro(a).

Se você chegou aqui pelo Discovery, seja bem-vindo(a)!

Filtros do Todoist: um recurso poderoso, mas esquecido

Eu uso o Todoist há muitos anos para gerenciar minhas tarefas. Ele é, ao mesmo tempo, simples e completo.

Tem um recurso muito bom, mas que pode estar sendo esquecido pelos usuários: filtros.

Recentemente, comecei a montar um novo Painel para acompanhamento de processos. O painel tem diversas etapas/colunas, mas faltava um visualização rápida de todos os processos em andamento, em formato de lista, sem perder a visualização em Painel. Recorri, então, à criação de um filtro.

As regras do filtro foram as seguintes:

(@Acordo de Cooperação Técnica | @Convênio) & ##PROCESSOS & !@Concluído 👍 🎉 ✨

Com esse filtro, consegui a visualização que eu queria: os processos de acordo de cooperação ou convênio, no projeto Processos e que não estavam concluídos.

O “@” são as etiquetas, o “|” representa o OU, o “##” é projeto e o “!” é o NÃO, ou seja, que não estão concluídos.

Nesta página você encontra as regras para criação dos filtros que melhor podem te atender.

Se você usa o Todoist, os filtros podem ajudar bastante.

Grok, IA e Deepfakes

Após ler uma matéria que relata que o Grok está sendo usado para criar imagens falsas de mulheres sem roupas ou com roupas curtas, além de gerar imagens sexuais de menores, começo a refletir se esse tipo de tecnologia não poderia simplesmente deixar de existir, pelo menos para essa funcionalidade.

Em casos assim, muitos argumentam que a tecnologia pode ser usada para o bem ou para o mal. E como toda nova tecnologia, isso tem um risco. Por exemplo, facas são úteis para cortar alimentos, mas também podem machucar e matar pessoas.

Mas será que esse é o caso da IA? Bom, sou leigo para definir isso, mas será que é realmente tão difícil exigir que ela simplesmente não altere imagens, substitua rostos e, como no caso, altere o corpo das mulheres?

Ou seja, desde que ela foi lançada ela já veio com essa funcionalidade, correto? Ou alguém conseguiu alterar seu código e fazer com que ela fizesse isso, sem consentimento da empresa responsável? Não acho que é o caso.

Em outras palavras, imagens e vídeos fake é uma funcionalidade intrínseca. E foi disponibilizada propositadamente para poder fazer isso.

Tudo indica que a IA não é uma faca.

O que aprendi com o Bullet Journal

O Bullet Journal é uma mistura de agenda, lista de tarefas e diário. O método Bullet Journal foi criado por Ryder Carrol, um designer de produtos digitais que sentia a necessidade de criar uma forma de organizar suas tarefas, compromissos a anotações.

O Bullet Journal foi projetado para ser analógico, usando apenas um caderno e uma caneta. Sendo assim, considero o Bullet Journal excelente para aqueles que gostam de papel, caneta, adesivos, marca-texto e outras ferramentas analógicas.

Eu usei esse método durante, aproximadamente, 2 anos e gostaria de compartilhar com você algumas lições aprendidas após esse período de experiência.

Por que comecei a usar o Bullet Journal?

Em meados de 2020, no meio da pandemia (essa coisa marcou a vida de todos nós, não é mesmo?), eu estava procurando uma forma de diminuir um pouco o uso de telas e comecei a pesquisar algumas formas de me organizar de forma analógica, para diminuir um pouco a dependência do digital.

Foi então que encontrei o método Bullet Journal, e a ideia de usar apenas um caderno e uma caneta para criar todo um sistema de organização, me conquistou. Pensei: será que isso é realmente é possível?

Então, decidi fazer a experiência e aprendi bastante nesse período de uso do método/caderno (o caderno utilizado para aplicar o método também é chamado de Bullet Journal ou, para os íntimos, BuJo).

Não é o aplicativo que importa

Existem centenas de aplicativos para gerenciar tarefas e/ou fazer anotações. Muitas vezes, queremos encontrar o aplicativo perfeito, que vai resolver todos os problemas, que vai nos tornar mais produtivos, menos estressados e mais organizados.

Após usar o Bullet Journal, descobri que isso não importa tanto assim, cada aplicativo tem suas características, vantagens, defeitos, melhorias, cada um está em um nível mais avançado ou não de desenvolvimento, etc. Mas, o que importa mesmo é encontrar um sistema de organização adequado e factível para você

É claro que ainda gosto de experimentar novos apps e encontrar novas ferramentas como, por exemplo, o Two’s. Todavia, o tempo de uso com o BuJo me ajudou a perceber que os apps são apenas instrumentos.

Existe uma conexão entre o papel e a mente

O digital é excelente em diversos aspectos, porém, me parece que existe um fio condutor que liga a mente, a mão e o papel. Não existe nada melhor do que escrever quando precisamos “tirar as coisas da cabeça”.

No livro oficial do método, o Ryder também cita essa conexão que existe entre o processo de escrita no papel e o brainstorming de ideias e pensamentos. E, apesar de existirem tecnologias que simulam a escrita, até hoje não experimentei nada que substitua realmente esse processo.

Quando preciso externalizar meus pensamentos, gosto de pegar um papel disponível e começar a escrever. E, por ser um método analógico, o Bullet Journal é ideal para isso.

Respeite o método de cada um

Durante uma época, pensava que o digital era superior ao analógico. Sim, ainda considero o digital mais vantajoso, mas aprendi que cada um tem sua forma, seu jeito, seu método, suas preferências, enfim, cada um tem seu próprio meio de organização.

Tem pessoas que usam cadernos de 10 matérias, outras usam post-its, tem aquelas que gostam de um planner semanal, e também existem aqueles que preferem os aplicativos (estou um pouco mais nessa última categoria). E está tudo certo, são as ferramentas escolhidas por essas pessoas.

Por exemplo, eu tenho uma amiga que organiza suas anotações diárias em uma folha A4 embaixo do teclado, na mesa de trabalho. E ela se encontra ali, consegue resgatar algumas informações, consegue rascunhar, anotar algumas informações temporárias. É simples e rápido. E funciona para ela.

Durante meu período de uso com o Bullet Journal, eu descobri comunidades do Reddit dedicadas ao BuJo, e lá as pessoas postam como elas criam coleções, como fazem para acompanhar as finanças, viagens, como registram as memórias, etc.

E o Bullet Journal é um método que respeita o individualismo de cada um, você tem um caderno em branco e ali você pode estruturar e organizar o caderno do seu jeito, não existem estruturas rígidas, códigos de programação, limitações tecnológicas, nada.

O seu caderno está ali para você, e só para você.

Espero que esse post tenha te ajudado 😉.

Até o próximo post!

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Recomendo

Uma lista de sites e blogs que acompanho.

Não existe um critério específico para estar nessa lista. Alguns eu já acompanho há anos, outros há poucos meses. Alguns me interesso pelos temas, enquanto outros pode ser a regularidade que o blogueiro(a) consegue ter.

Blogueiros(as) Top em português

Blogueiros(as) Top em inglês

Pessoas e Blogs que conheci pelo Bear Blog

Estou procurando por outros blogs legais. Caso queira me indicar, fique à vontade para entrar em contato por e-mail ou pelo Mastodon

Olá, Bear!

Estou em uma peregrinação de testes de novas plataformas de Blog. Nem dou conta do meu Blog principal, mas inventei de reativar e reformular meu antigo e primeiro Blog.

Com isso, cheguei ao Bear.

Objetivos (Projetos) para 2026

Nos últimos anos, estabelecer novos objetivos para o próximo ano é o mesmo que criar novos projetos. A ideia de desenvolver e acompanhar projetos torna algo mais realista que estabelecer uma meta fria, específica.

Quando me refiro a projetos, não quero dizer as metodologias profissionais de gestão de projetos, mas sim algo mais próximo que o conceito estabelecido pelo GTD.

Segundo o GTD, o que demanda mais de uma ação para ser concluído é um projeto.

Não sigo tão a risca assim, já considero que seja algo realizável e que necessita de várias ações para ser concluída. Pode ser um projeto de uma semana, um mês ou para o ano todo.

Por exemplo, um dos projetos para o próximo ano será Monetizar Meu Blog Profissional. Espero que consiga.🤞

Duas formas de backup do Google Keep

Utilizo o Google Keep como parte fundamental do meu sistema de organização digital. Nem preciso ressaltar a importância do backup, não é mesmo?

Para quem não conhece, o Google oferece uma forma bem simples de salvar seus arquivos: o Google Takeout. Com ele, basta selecionar o serviço do qual você deseja extrair os dados e gerar o download.

Outra técnica que adotei é uma espécie de “backup parcial”. Quando acumulo muitas notas com uma determinada etiqueta, seleciono todas e utilizo a função “Copiar para o Google Docs”. Assim, o sistema cria um documento único contendo todo o conteúdo daquelas notas de forma organizada.

Costumo fazer isso quando as informações de uma etiqueta específica são tão importantes que sinto a necessidade de ter uma cópia de segurança extra, pelo menos para esse grupo de dados.

Blogs vão além do dinheiro

Há poucos dias, fiz algumas mudanças no tema do meu site (https://leandromaciel.pro/). Gostei, e acho que ficou do jeito que queria.

Como a maioria, comecei pensando em ganhar dinheiro (e ainda quero). Mas, às vezes, precisamos nos lembrar que estamos criando, registrando nossas ideias, construindo um espaço nosso que não vai se perder.

Um espaço dedicado, do nosso jeito, em que controlamos o que aparece para nossos leitores e como ele aparece.

E isso talvez seja mais importante que ganhar dinheiro.

Organização física: uma ferramenta para momentos de ansiedade

Há seis anos convivo com o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). Na verdade, acredito que essa condição seja minha companheira há muito mais tempo, mas considero como marco a crise que me levou a buscar ajuda médica e terapêutica. Comparado àquela época, estou muito melhor. Ao longo desse tempo, fui descobrindo estratégias que me ajudam a lidar com os momentos de aflição e instabilidade. Algumas dessas “coisas” descobri por conta própria; outras foram recomendações das minhas terapeutas — passei por algumas ao longo dos anos e sou grato a todas elas.

Gosto de chamar essas estratégias de ferramentas, como se fizessem parte de uma caixa de ferramentas para o meu bem-estar. Pretendo compartilhar aqui no blog o que funciona para mim, na esperança de que também possa ajudar você.

A primeira delas é a organização física.

Chamo de “física” porque precisa ser algo palpável, tangível e não digital.

Uma vez, quando não estava me sentindo bem, decidi organizar minha estante de livros. Fui tirando a poeira, relembrando os títulos e separando-os por temas. Percebi que esse simples ato me fez bem.

Por que isso funciona?

Acredito que, basicamente, é uma forma de sair do foco em si mesmo e do medo que assola quem convive com o TAG — aquela tempestade de pensamentos, na maioria das vezes, catastróficos.

Sentir o peso do livro, a textura das páginas e até o reflexo da luz é uma forma de mindfulness (atenção plena). Isso retira o foco do diálogo interno e o direciona para algo real.

Ou seja: organizar o que é físico ajuda a organizar meus pensamentos. O processo me coloca em contato com o real, e não com o imaginário.

Não precisam ser livros necessariamente. Pode ser a organização dos utensílios de cozinha, de uma coleção ou até carrinhos de brinquedo.

Um lembrete: essas ferramentas não substituem medicamentos ou a terapia, que são a base de tudo. Elas são complementos.

Essa prática me ajuda muito e espero que ajude você também.