Becky Korich escreveu na coluna da Folha:
Não se trata de uma revolução das máquinas arrancando de nós a capacidade de decidir. Seria mais fácil resistir a isso.
É uma servidão confortável que se instala na rotina com voz mansa. Aquela que não nos cala, apenas fala antes que o silêncio nos obrigue a pensar. E, de tanto facilitar, vai nos viciando a procurar atalhos.
A droga não é a ferramenta em si. É usá-la, não para pensar melhor, mas para não precisar pensar.
No fim, a escolha não é de abdicar desse conforto, mas saber resistir a ele quando a alma precisar de intervalo para encontrar a sua voz.