A newsletter Combo da Folha de São Paulo entrevistou Ricardo Vieira, da Gamer Hut, para saber sua avaliação sobre o anúncio da Sony de que vai parar de produzir mídias físicas dos jogos. Segue um trecho interessante da newsletter:
Com base nesses números e em sua experiência na Gamer Hut, Vieira credita o esgotamento das cópias a uma política de “estoque zero”, em que é produzida apenas uma quantidade estritamente necessária de discos para evitar encalhe de mercadoria. Essa tática, no entanto, dificulta a aquisição da mídia física e fomenta a ação de “scalpers” —pessoas que compram produtos muito procurados em abundância para revendê-los pouco depois por um preço maior.
“Imagina o fã de ‘Resident Evil’, que vê o jogo tirar um monte de nota 9 e 10 e quer jogar. Ele entra na internet e todas as lojas com o jogo esgotado. O que o cara vai fazer? Vai esperar uma reposição —que é uma loteria, pode conseguir ou não— ou vai comprar na única alternativa que tem, que é o digital?”, diz Vieira.
Ele cita também a pré-venda do remake “The Legend of Zelda: Ocarina of Time” para Nintendo Switch 2 como um exemplo claro de que existe uma demanda reprimida por mídia física no mercado. Segundo Vieira, a Gamer Hut planejou uma tiragem inicial com base em previsões conservadoras, mas o jogo esgotou em poucos minutos, com cerca de 6.300 unidades vendidas em apenas três minutos.
Se a Sony mantiver essa decisão de parar de produzir as mídias físicas, também vou parar no PS5.