Fiz mudanças consideráveis no design do meu site “profissional”. Achei que só iria conseguir um resultado parecido contratando um freela, mas até que gostei de como ficou. Ainda precisa de alguns ajustes, mas a ideia geral era deixar mais ou menos assim mesmo.

Uma carta de amor aos blogs

Sou um novato no mundo dos Blogs, criei o primeiro em 2022. Não vou mentir, caí na lorota de que era uma forma fácil de ganhar dinheiro.

Posso ter sido ingênuo, mas te desafio a colocar na caixa de pesquisa do YouTube “blogs” e ver o que vai aparecer. Até hoje, nos resultados principais, os conteúdos se referem a como o Blog vai te render milhares de reais por mês.

O tema foi absolutamente capturado pelos gurus do marketing digital, que só costumam dizer o quanto é fácil ganhar dinheiro com blogs.

Até que, para fazer sucesso, descobri que uma série de regras faziam parte da cartilha desses “especialistas”. Entre essas regras, estão:

Escolha seu nicho e permaneça nele; Publique pelo menos uma vez por semana; Escreva conteúdos úteis com mais de 2000 palavras; Faça pesquisa de palavras-chave; Insira palavras-chave nos títulos; Insira sub-títulos; Coloque imagens; Coloque vídeos; Insira links externos e internos; Atualize seus posts.

Com tantas regras, alguns meses depois percebi que ter um blog havia se tornado um segundo/terceiro trabalho, me causava estresse e me fazia trabalhar nas horas de descanso - que já não eram muitas. Resultado: parei de escrever e quando venceu a hospedagem e o domínio, desisti de blogar.

Motivos certos

Mesmo acreditando hoje que não comecei pelos motivos certos, me lembro da sensação de quando publiquei meu primeiro post. Achei muito legal saber que meu texto estava disponível na internet, em um domínio que eu escolhi, num site que eu criei, com um tema que eu escolhi e que eu poderia editá-lo a qualquer momento - essa frase foi muito egocêntrica, mas nesse caso para mim é independência e não egoísmo.

Obviamente, eu já tinha publicado outras (poucas) coisas nas redes sociais, mas aquilo era diferente. Até hoje, aquela sensação ainda existe quando publico um post. Ele está lá disponível para o mundo inteiro, completamente aberto, gratuito e livre para qualquer um ler - mesmo que sejam poucos.

Portanto, ganhar dinheiro deve ser o motivo menos importante que deve levar alguém a criar/manter um blog. Para mim, o Blog deve ser visto como uma expressão da criatividade, um hobby, um espaço de registro, uma memória, ou uma fotografia além do tempo.

É claro que se o dinheiro vier, ótimo. Que bom que o autor conseguiu monetizar seu trabalho e sua criação.

Microblogging

Quando li pela primeira vez as dicas da Renée Fishman do My Meadown Report, elas ficaram na minha cabeça. Mas elas me pareciam ainda muito inatingíveis, porque seria uma tortura publicar diariamente.

Porém, hoje percebo que essa “tortura” estava ligada ainda a todas aquelas regras dos gurus do marketing digital. A verdade é que criar e manter um blog não exige regra alguma.

Há 4 meses estou praticando o microblogging e a palavra que resume esse período é: liberdade. Estou adorando publicar reflexões, links interessantes, resenhas de HQs, etc.

Como disse, não tem regras, mas com essa experiência identifiquei apenas alguns princípios que costumo seguir - que inclusive podem mudar. São eles:

1 - Escreva primeiro para você mesmo. Para um registro do presente para o futuro. 2 - Tente ajudar o seu leitor. 3 - Não tenha nichos, escreva sobre o que quiser. Uma hora você pode encontrar um leitor que gosta do que escreve - felizmente já recebi alguns bons feedbacks ☺️ 4 - Se quiser, faça críticas, mas seja respeitoso com seu leitor. As redes sociais e o mundo já têm ódio suficiente. 5 - Divirta-se. Nem tudo precisa ser fonte de renda ou de receita. Isso é um hobby, não um trabalho.

Referências

Como nada se cria, tudo se copia, a forma como escrevo no Blog hoje tem algumas referências. As principais são:

Suponho que eles sigam pelo menos alguns dos mesmos princípios que citei.

Eles não são as únicas referências, apenas os que mais gosto de acompanhar hoje. Nesta página eu recomendo outros.

Obrigado por ler até aqui. E obrigado pela visita. Se quiser, me mande um e-mail ou deixe um comentário para continuarmos essa conversa.

Ah, esse post faz parte do IndieWeb Carnival - tecnicamente eu acho que ainda vai fazer, já que pretendo enviar para o host desse mês.

Youtube deixou de ser um espaço legal

Estou há cerca de 15 dias consumindo vídeos do Youtube de uma forma bem esporádica. Durante os primeiros 7 dias me afastei totalmente, fiz como um desafio, um experimento. Mas, passados os 7 dias, continuo sem vontade de estar lá, assisto um ou outro vídeo que realmente quero muito ver - e não posso ver em outro lugar.

Nesse post, vou comentar as razões desse afastamento.

Anúncios

muitos anos o Youtube se tornou um hábito, onde me inscrevo e acompanho canais de assuntos que eu gosto e, verdade seja dita, onde já aprendi coisas legais também. O que para muitos brasileiros e brasileiras é a TV aberta, para mim é o Youtube.

Contudo, de uns meses para cá, o sistema de anúncios do Youtube se tornou algo para mim extremamente irritante. Os anúncios são muito, mas muito repetitivos.

Não consigo entender a estratégia de marketing por trás disso, já que essa repetição só me faz ficar com ódio daquela marca, e não incentivar meu consumo. Se um anúncio gera esse tipo de emoção, ele só pode ser no mínimo uma falha de marketing.

Além disso, existem anúncios que no meu caso são um erro de direcionamento. Por exemplo, tem um anúncio de uma marca de produtos para pele que passa para mim há MESES. A questão é que eu não sou um usuário de produtos para pele, exceto protetor solar (que uso até menos do que deveria).

Ora, se anúncios são um problema, você pode então dizer: assina o Premium.

Essa é a questão. Eu não vou assinar uma plataforma que está me obrigando a assinar. Ela precisa me convencer que é bom, não me deixar completamente irritado com seu sistema de anúncios.

Ontem, por exemplo, fui tentar ver um vídeo, e apareceu o mesmo anúncio que há MESES eu recebo. Eu simplesmente saí do aplicativo, porque não suporto mais olhar para esse anúncio.

Rede social

Por ser uma pessoa que nunca gostou muito de rede social, eu costumava acreditar que o Youtube não era uma rede social, e sim uma plataforma de vídeos. Me enganei. O Youtube é uma rede social.

Nele, estão todas as características presentes em todas as redes sociais:

  • Retenção da atenção
  • Feed infinito
  • Engajamento
  • Bolha
  • Anúncios
  • Mais retenção da atenção
  • Mais anúncios
  • Mais bolha

O ciclo infinito desenhado e construído para nos prender a ele por mais tempo possível. Quanto mais tempo estamos nele, mais o Google se torna lucrativo. Cal Newport, em seu livro Minimalismo Digital, nos lembra disso:

as novas tecnologias que emergiram na última década são particularmente adequadas para estimular os vícios comportamentais, fazer as pessoas usá-las muito mais do que julgam ser útil ou saudável. De fato, como revelado por informantes e pesquisadores como Tristan Harris, Sean Parker, Leah Pearlman e Adam Alter, essas tecnologias são, em muitos casos, especificamente projetadas para desencadear esse comportamento dependente. O uso compulsivo não resulta de uma falha de caráter, mas da realização de um plano de negócios significativamente lucrativo.

Mais a frente no livro, Cal também compara o valor de mercado de empresas como o Google e Facebook, com empresas de petróleo como a Exxon Mobil. Enquanto o Google valia algo como 800 bilhões de dólares, a Exxon Mobil valia 370 bilhões. Ou seja, a extração de minutos do globo ocular se tornou mais lucrativa que a extração de petróleo.

Indústria e Criadores

Esse ciclo infinito é perverso porque leva os “criadores” a seguirem essa roda de hamster. Por exemplo, há algumas semanas ouvi de um youtuber de um canal grande de quadrinhos: “esse quadro acabou porque o engajamento não tava bom”.

Isso é criação? Não, é indústria. Como um produto que vende pouco, e a fábrica encerra sua produção. Se um quadro de um canal não engaja, não tem anúncio, se não tem anúncio ele precisa ser encerrado.

Exceto algumas exceções (como o VCP 2.0 do Vladimir Campos), a vontade de se expressar, de compartilhar, de ajudar o outro, de fazer um relato sincero, não existe mais. TUDO é feito para engajar, reter e monetizar. É a pejotização da pessoa física.

Com isso, me pergunto: será que os “criadores” não são, na verdade, gerentes dessa fábrica?

Independência

Nesse período em que estou buscando alternativas e mudanças de hábito, percebo que uma possível solução seria em algum futuro próximo os “criadores” se dedicarem a protocolos ou meios independentes de distribuição de seus vídeos. Ao menos, se tornariam parcialmente independentes de uma única plataforma.

Vejamos, por exemplo, os podcasts - que aliás o citado VCP 2.0 também é. Se eu não gosto do Spotify, posso ouvir o mesmo conteúdo no Deezer, ou Apple Podcasts, ou qualquer outro reprodutor de podcasts. O autor e o consumidor estão livres para postar/ouvir onde quiser.

É exatamente o que estou fazendo no Spotify, como alternativa para sair daquele espaço irritante que se tornou o Youtube. Alguns pouquíssimos canais também postam no Spotify os vídeos. Pelo menos, é uma alternativa.

Talvez essa seja a solução. Não é só trocar a plataforma, mas ser possível distribuir o mesmo vídeo em diversas outras, como é o podcast.

Isso também já acontece há décadas nos Blogs. Eu posso ler qualquer blog no navegador que eu quiser, não estou preso a nenhum deles. Fora que posso ler em leitores RSS. Ou seja, o local em que leio é completamente livre, de minha escolha.

Muito provavelmente, os anúncios continuarão existindo, contudo, eles serão restritos aquele autor/produtor. E, talvez, ainda seja mais vantajoso para ele, já que nenhuma parte dessa receita (ou a sua quase totalidade) vai apenas para uma única empresa: o Google.

Taken

Um aperitivo da falta de privacidade que temos hoje na internet.

Tem horas que saber a verdade é um tapa na cara.

The Boring Internet

Um dos artigos mais esperançosos sobre tantas mudanças aparentemente ruins que vem acontecendo nos últimos anos.

Muito depois que eu esperava (na verdade, não é tão incomum, outra hora eu conto) terminei o livro do Manton.

Recomendo a todos que estejam reativando ou começando seus blogs, e que estão percebendo o quanto estamos perdendo para redes sociais massivas (Facebook, Twitter, Instagram, TikTok, etc.).

Pretendo fazer um post com comentários sobre o livro. 🤞

Visite o Bubbles

Acabei de encontrar esse incrível site: Bubbles. Um lugar que é uma espécie de Reedit apenas de blogs pessoais e independentes. Ele é bem recente, foi criado em março/2026.

Tem blogs separados por categorias, uma espécie de newsletter, que é um feed diário com o que foi mais votado. Vou me perder navegando por ele.

Só poderia ter uma coisa: o ranqueamento de blogs em outros idiomas, como tem no Bear. Pelo que vi tem um em alemão, e o principal em inglês. Quem sabe no futuro.

Por que estou migrando (temporariamente?) do Bear Blog para o Micro.blog.

Não tenho reclamações ou críticas relevantes em relação ao Bear Blog; utilizei a plataforma por cerca de 75 dias, mas, ainda assim, decidi migrar. Neste post, pretendo detalhar algumas razões da mudança e como está sendo esse processo.

Aprimorar o fluxo de publicação

Já compartilhei aqui no blog como funciona o meu fluxo de publicação. Quero neste blog ter uma escrita mais livre, sem regras rígidas de como escrever um post de blog. E também procuro ter uma frequência maior de postagens.

Para alcançar essa constância, a melhor estratégia para mim é escrever diretamente pelo celular.

No Bear Blog, como não tem aplicativo para celular, é preciso fazer diretamente pelo navegador. No meu caso, percebi que fazer isso pelo navegador não estava tão fluido. E senti falta de um aplicativo próprio.

Quando perguntei ao Herman sobre a possibilidade de ter uma aplicativo próprio, ele me respondeu dizendo que não tem planos para isso, porque é preciso lidar com outra base de dados.

Para quem não sabe, o Bear Blog é um projeto de um homem só (solo dev). Portanto, sua resposta é totalmente compreensível. Mesmo assim, essa vontade de publicar via app não deixou de existir.

Distribuição dos posts para redes sociais

Influenciado pelo conceito POSSE passei a adotar o meu Blog como minha principal rede social.

Ainda no Bear Blog, descobri o serviço Mastofeed. Ele faz a publicação automática dos posts do Blog em uma conta do Mastodon. É um serviço gratuito. Porém, essa distribuição dos posts demorava algumas horas para acontecer. E gostaria que fosse um pouco mais rápida.

A publicação seguia a regra título + link para o post. Ou seja, mesmo para os micro-posts, o usuário do Mastodon precisaria clicar no link para ler a postagem. Para esse tipo de post, apenas a transcrição do texto talvez seria suficiente.

Além disso, no futuro, gostaria de ter a possibilidade de vincular outras redes sociais.

Plataformas alternativas

Existem diversas plataformas de Blog, mas eu pensei em 3 alternativas: Blogger, Wordpress ou Micro.blog.

O Blogger eu testei por algumas semanas, tem aplicativo para celular, mas ele parece desatualizado demais, quase uma plataforma esquecida e com design ultrapassado. E teria o mesmo problema com a distribuição nas redes sociais.

O Wordpress, por outro lado, tem um caminhão de recursos. Eu nunca testei usar o Wordpress pelo celular, até então no meu outro blog eu só publicava pelo PC mesmo. E, sinceramente, até pouco tempo achei que não tinha como usar o aplicativo para o Wordpress.org, mas parece que tem.

Em relação à publicação nas redes sociais, descobri pelo canal do Vladimir Campos que tem um Plugin do Activity Pub para a publicação nas redes. Portanto, o Wordpress seria uma opção. Por outro lado, fico com a sensação que estaria dirigindo uma carreta para percorrer uma distância de 2 km.

Micro.blog

Pensando nessas alternativas, o Micro.blog parecia ser a solução mais viável. Tem um aplicativo para Android e possui uma função nativa de publicação em diversas redes sociais.

Quando criei a conta básica e vinculei ao Mastodon, vi que a distribuição dos posts para o Mastodon era praticamente instantânea. Um micro-post aparece de forma integral, como se redigido direto no aplicativo do Mastodon. Se ultrapassa um número X de caracteres, é inserido o link da postagem.

Baixei o aplicativo para celular. É simples, mas tem o essencial para publicar rapidamente, ver a timeline, as menções que recebi e descobrir postagens de outros usuários.

A propósito, hoje descobri que o aplicativo permite facilmente compartilhar trechos de páginas da web. Ao selecionar o texto e compartilhar via aplicativo, o trecho é copiado em formato citação (markdown) e com o link daquele página. Ou seja, melhora o fluxo de publicação dos micro-posts em que compartilho links e artigos interessantes que encontrei.

Por fim, o Micro.blog tem plugins que adicionam recursos ao Blog e diversos temas interessantes - aliás, tem um tema que imita/homenageia o design do Bear Blog.

Testar a migração de posts entre plataformas

Eu também gostaria de experimentar como seria a migração de posts entre plataformas, no caso do Bear Blog para o Micro.blog. Queria fazer isso antes de chegar a um número muito grande de postagens que tornasse muito difícil de fazer isso de forma manual.

E fiquei muito satisfeito com o procedimento. Primeiro, exportei as postagens do Bear Blog, que gera um arquivo .zip e depois importei esse arquivo através da funcionalidade do Micro.blog. As tags que antes estavam no Bear Blog foram transformadas em Categorias do Micro.blog.

Um possível problema foi que o Bear adotava o formato “domínio/título do post” e o Micro.blog adota o formato “domínio/ano/mês/dia/título do post”, Então, quando fiz a migração o link permanente da postagem foi alterado. Parece que tem como fazer essa alteração de forma manual dentro do Micro.blog, ou usando o Script. Mas, sinceramente, acho que vou deixar assim mesmo, e passar a adotar esse formato.

Até logo Bear

Como eu disse, não tenho grandes críticas ao Bear, Apenas busquei uma plataforma que representasse melhor minhas vontades desse momento. Talvez, em um futuro breve, eu retorno ao Bear. É uma das maravilhas dos Blogs, vou para onde quiser e levo os meus posts comigo.

Por sorte, o Herman permite acompanhar as postagens da comunidade Bear através de feeds do Discovey. Então, posso continuar acompanhando e conhecendo uma diversidade de blogs legais que aparecem por lá.

Quer comentar este post? Fique à vontade para entrar em contato por e-mail ou pelo Mastodon.

Blog: a melhor rede social

Em 2023/2024, optei por não dar continuidade ao meu antigo Blog. Uma das principais razões para isso, foi porque não tinha a consistência que eu queria. E, se não conseguia publicar, então preferi parar de pagar a hospedagem e o domínio.

No final de 2025/início deste ano, decidi criar um novo blog (e um novo domínio) para ser um repositório dos textos do meu antigo Blog. Infelizmente, eu não tinha feito um backup de posts, mas a maioria deles estavam no meu Google Drive / Google Docs, porque escrevia lá primeiro.

Experimentei, então, por alguns dias o Blogger - uma plataforma gratuita. Ele tem boas vantagens, mas acredito que seu design antiquado, associado a falta de suporte e atualização por parte do Google, me fizeram procurar outras alternativas.

Com isso, cheguei ao Bear Blog. Acredito que foi aí que as coisas mudaram.

Bear Blog

O Bear é uma plataforma totalmente minimalista, desde a forma de publicar, até o design para os leitores e usuários. Contudo, seu maior benefício é a sua comunidade.

Por exemplo, existe um festival de postagens chamado Bear Blog Carnivals. Cada mês tem um tema específico, e a cada mês um(a) Blogueiro(a) é o host daquele tema.

A comunidade também está sempre desenvolvendo novas ferramentas e scripts que possam ser aplicados no Bear. Sejam temas, banners, plugins, e até alterações no Dashboard.

Contudo, o que considero genial no Bear é o Discovery, uma espécie de Trading Topics + Feed de todos os posts publicados no Bear.

Acho que foi aí que meus textos foram encontrados. E passei a receber diversos depoimentos de pessoas reais que chegaram no meu blog, gostando da simplicidade e dos textos que publico. Isso foi muito gratificante.

Pessoas como o Michael, o TH, o Guilherme e a Luciana.

Rede Social

Esse nível de contato eu ainda não tinha experimentado em plataformas de redes sociais. Em geral, quem me segue por lá, são as pessoas que conheço “fisicamente”.

Portanto, considerando que talvez o principal objetivo de uma plataforma de rede social seja encontrar novas pessoas, com interesses comuns, meu Blog está sendo minha melhor rede social.

Lembra da consistência que citei no início? Achei que uma boa forma de aumentar essa frequência de postagens seria fazendo micro-posts. Pequenos comentários, opiniões rápidas e sentimentos do momento. O que seria um Tweet, agora publico no Notas, sem regras rígidas, apenas meu espaço de reflexão.

Mastodon

Não posso negar que o Mastodon também tem sido um espaço acolhedor e de descoberta. Ele tem sido o substituto do meu Twitter. Porém, com mais autonomia.

Boa parte que publico lá é uma republicação automática do meu post do Blog, incluindo os micro-posts, com as mesmas tags que uso nas postagens.

O Mastodon também tem sido um espaço de comentários, que o Bear Blog nativamente não permite. Então, qualquer post que publico, você pode me responder por e-mail ou comentar publicamente pelo Mastodon.

Aliás, é bem curioso eu ter recebido diversos comentários, justamente em uma plataforma que não permite comentários.

Seguir

“Mas como seguir um Blog?”. Há alguns anos, eu recebi essa pergunta de uma amiga. E talvez você tenha chegado aqui com a mesma pergunta. É muito simples, basta você ter um aplicativo Leitor de RSS.

O Vladimir fez um vídeo recente sobre o RSS, ninguém melhor que ele para explicar.

Por fim, obrigado por estar aqui, no meu cantinho na internet, e reservar um tempinho para ler o que escrevo.

Quer comentar este post? Fique à vontade para entrar em contato por e-mail ou pelo Mastodon.

Mais um Blog legal renascendo

A Luciana reativou seu Blog e escreveu um post bem legal sobre esse processo.

Meu fluxo de publicação no Bear Blog + reflexões

Ninguém perguntou 😅, mas vou compartilhar meu fluxo de publicação no Bear Blog.

90% dos posts publicados por aqui eu faço diretamente pelo navegador do meu celular. Faço isso de forma proposital. Quero neste Blog atingir uma frequência de publicação maior que a frequência que tenho no meu outro blog (para assuntos profissionais). E a melhor forma de fazer isso, é pelo celular - paradoxalmente, este estou escrevendo no PC 😅.

Se eu não posso fazer uma postagem na hora, direto pelo Bear Blog, anoto aquela ideia no meu Google Keep, usando a etiqueta “Ideias_posts” (sou uma pessoa literal 😅). E depois recorro a esse banco de ideias para fazer uma determinada postagem.

Para atingir o objetivo de publicar com mais frequência, inevitavelmente os posts são de tamanho curto e médio. Inclusive, criei a página Notas para reunir os micro-posts - que contém entre 1 a 2 parágrafos - no estilo Tweet.

Pretendo que o Notas vire meu repositório de pequenos comentários e informações que antes iam para alguma rede social - era o X (Twitter), agora o Mastodon.

Falando nele, quem me acompanha por lá recebe todos os posts que publico no Blog. A publicação é automática, e faço isso utilizando o serviço gratuito Mastofeed. Portanto, esses pequenos “tweets” também aparecem no meu Mastodon, por meio de um link para o post.

É bem provável que esse meu fluxo de publicação esteja sendo influenciado pela leitura do livro Indie Microblogging - que já citei aqui. Mas não só.

As dicas da Renée Fishman, do My Meadow Report, foram se consolidando na minha cabeça, como parte dessa vontade de publicar com mais frequência. Ela, inclusive, tem uma frequência diária de postagens há anos. É uma disciplina impressionante.

Essa experiência, de publicar pequenos textos, está sendo libertadora. Até então, nos “Guias dos Blogueiros”, existiam regras como:

  • Publique pelo menos uma vez por semana;
  • Escreva conteúdos úteis com mais de 2000 palavras;
  • Deixe o texto descansar e revise antes de publicar;
  • Faça pesquisa de palavras-chave;
  • Insira palavras-chave nos títulos;
  • Insira sub-títulos;
  • Coloque imagens;
  • Coloque vídeos;
  • Insira links externos e internos;
  • Atualize seus posts.

Ok, eu acho que todas essas recomendações são válidas. Talvez, seja a melhor forma de ser encontrado pelos mecanismos de pesquisa - e tentar obter alguma receita com blogs.

Contudo, talvez esses também sejam os motivos que levaram as pessoas a desistirem dos seus blogs. E podem ter sido esses os motivos que levaram os leitores a se afastarem dos blogs.

Aos poucos, a autenticidade foi acabando, os textos ficaram repetitivos, ter um blog virou apenas uma forma de ganhar dinheiro, o texto era impessoal e os anúncios acabaram com a boa experiência de leitura.

Não sei qual seu fluxo de publicação, mas não se prenda a regras rígidas como aquelas que mencionei. Os Blogs precisam voltar a ser uma expressão de nós mesmos, e da melhor forma que possamos fazer. Pelo menos, assim estou fazendo - e me sinto mais livre.

P.S.: Eu gosto de conhecer esses “bastidores”. Caso escreva um post com seu próprio fluxo, compartilhe comigo por e-mail ou me marque no Mastodon.

Selo EntreBlogs 2.0