Herman escreveu em seu Blog sobre a mercantilização de viagens:
Como acontece com muitas coisas, culpo as redes sociais. Elas transformaram as viagens de uma exploração em uma demonstração de status social. Comecei a pensar nisso há alguns anos, enquanto visitava algumas cachoeiras na Indonésia. Adoro me divertir em cachoeiras, mas todas elas eram apenas filas de pessoas esperando para tirar fotos embaixo da queda d’água, e depois tinham que sair do caminho para os próximos visitantes. Nada de se divertir! As pessoas precisam curtir essas cachoeiras! (Tradução livre)
Concordo muito com o Herman. Isso sempre me incomodou. E vejo isso acontecer a todo momento, não porque faço muitas viagens, mas porque eu observo que a foto/vídeo se tornou há muito tempo mais importante que a experiência.
As pessoas vão a mirantes apenas para tirar a foto, não para observar e apreciar aquela paisagem. Tanto é que tiram a foto e vão embora.
As pessoas vão a shows e ficam com os dois braços levantados durante todo o show. Não é para curtir a música ou aquela experiência incrível, é apenas para registrar e, possivelmente, postar.
Chegamos ao limite de ter lugares que se chamam “Instagramável”. Uma vez vi um balanço Instagramável. Não é para a criança balançar, ele não serve para isso, serve apenas para postar no Instagram.
P.S.: Escrevo esse post enquanto estou numa viagem e, sinceramente, não tenho a menor vontade de postar fotos dessa viagem aqui. Espero que entenda.