Youtube deixou de ser um espaço legal

Estou há cerca de 15 dias consumindo vídeos do Youtube de uma forma bem esporádica. Durante os primeiros 7 dias me afastei totalmente, fiz como um desafio, um experimento. Mas, passados os 7 dias, continuo sem vontade de estar lá, assisto um ou outro vídeo que realmente quero muito ver - e não posso ver em outro lugar.

Nesse post, vou comentar as razões desse afastamento.

Anúncios

muitos anos o Youtube se tornou um hábito, onde me inscrevo e acompanho canais de assuntos que eu gosto e, verdade seja dita, onde já aprendi coisas legais também. O que para muitos brasileiros e brasileiras é a TV aberta, para mim é o Youtube.

Contudo, de uns meses para cá, o sistema de anúncios do Youtube se tornou algo para mim extremamente irritante. Os anúncios são muito, mas muito repetitivos.

Não consigo entender a estratégia de marketing por trás disso, já que essa repetição só me faz ficar com ódio daquela marca, e não incentivar meu consumo. Se um anúncio gera esse tipo de emoção, ele só pode ser no mínimo uma falha de marketing.

Além disso, existem anúncios que no meu caso são um erro de direcionamento. Por exemplo, tem um anúncio de uma marca de produtos para pele que passa para mim há MESES. A questão é que eu não sou um usuário de produtos para pele, exceto protetor solar (que uso até menos do que deveria).

Ora, se anúncios são um problema, você pode então dizer: assina o Premium.

Essa é a questão. Eu não vou assinar uma plataforma que está me obrigando a assinar. Ela precisa me convencer que é bom, não me deixar completamente irritado com seu sistema de anúncios.

Ontem, por exemplo, fui tentar ver um vídeo, e apareceu o mesmo anúncio que há MESES eu recebo. Eu simplesmente saí do aplicativo, porque não suporto mais olhar para esse anúncio.

Rede social

Por ser uma pessoa que nunca gostou muito de rede social, eu costumava acreditar que o Youtube não era uma rede social, e sim uma plataforma de vídeos. Me enganei. O Youtube é uma rede social.

Nele, estão todas as características presentes em todas as redes sociais:

  • Retenção da atenção
  • Feed infinito
  • Engajamento
  • Bolha
  • Anúncios
  • Mais retenção da atenção
  • Mais anúncios
  • Mais bolha

O ciclo infinito desenhado e construído para nos prender a ele por mais tempo possível. Quanto mais tempo estamos nele, mais o Google se torna lucrativo. Cal Newport, em seu livro Minimalismo Digital, nos lembra disso:

as novas tecnologias que emergiram na última década são particularmente adequadas para estimular os vícios comportamentais, fazer as pessoas usá-las muito mais do que julgam ser útil ou saudável. De fato, como revelado por informantes e pesquisadores como Tristan Harris, Sean Parker, Leah Pearlman e Adam Alter, essas tecnologias são, em muitos casos, especificamente projetadas para desencadear esse comportamento dependente. O uso compulsivo não resulta de uma falha de caráter, mas da realização de um plano de negócios significativamente lucrativo.

Mais a frente no livro, Cal também compara o valor de mercado de empresas como o Google e Facebook, com empresas de petróleo como a Exxon Mobil. Enquanto o Google valia algo como 800 bilhões de dólares, a Exxon Mobil valia 370 bilhões. Ou seja, a extração de minutos do globo ocular se tornou mais lucrativa que a extração de petróleo.

Indústria e Criadores

Esse ciclo infinito é perverso porque leva os “criadores” a seguirem essa roda de hamster. Por exemplo, há algumas semanas ouvi de um youtuber de um canal grande de quadrinhos: “esse quadro acabou porque o engajamento não tava bom”.

Isso é criação? Não, é indústria. Como um produto que vende pouco, e a fábrica encerra sua produção. Se um quadro de um canal não engaja, não tem anúncio, se não tem anúncio ele precisa ser encerrado.

Exceto algumas exceções (como o VCP 2.0 do Vladimir Campos), a vontade de se expressar, de compartilhar, de ajudar o outro, de fazer um relato sincero, não existe mais. TUDO é feito para engajar, reter e monetizar. É a pejotização da pessoa física.

Com isso, me pergunto: será que os “criadores” não são, na verdade, gerentes dessa fábrica?

Independência

Nesse período em que estou buscando alternativas e mudanças de hábito, percebo que uma possível solução seria em algum futuro próximo os “criadores” se dedicarem a protocolos ou meios independentes de distribuição de seus vídeos. Ao menos, se tornariam parcialmente independentes de uma única plataforma.

Vejamos, por exemplo, os podcasts - que aliás o citado VCP 2.0 também é. Se eu não gosto do Spotify, posso ouvir o mesmo conteúdo no Deezer, ou Apple Podcasts, ou qualquer outro reprodutor de podcasts. O autor e o consumidor estão livres para postar/ouvir onde quiser.

É exatamente o que estou fazendo no Spotify, como alternativa para sair daquele espaço irritante que se tornou o Youtube. Alguns pouquíssimos canais também postam no Spotify os vídeos. Pelo menos, é uma alternativa.

Talvez essa seja a solução. Não é só trocar a plataforma, mas ser possível distribuir o mesmo vídeo em diversas outras, como é o podcast.

Isso também já acontece há décadas nos Blogs. Eu posso ler qualquer blog no navegador que eu quiser, não estou preso a nenhum deles. Fora que posso ler em leitores RSS. Ou seja, o local em que leio é completamente livre, de minha escolha.

Muito provavelmente, os anúncios continuarão existindo, contudo, eles serão restritos aquele autor/produtor. E, talvez, ainda seja mais vantajoso para ele, já que nenhuma parte dessa receita (ou a sua quase totalidade) vai apenas para uma única empresa: o Google.

Chegou na coleção: abril/2026

Esse é um registro dos itens que comprei no mês, e uma forma de fazer um avaliação um pouco mais objetiva, e saber se estou comprando mais do que deveria. De maneira nenhuma, quero ampliar o seu consumo e, por isso, não tem nenhum link afiliado.

Auto-generated description: Há uma pilha de DVDs e livros, incluindo títulos como Samurai X, The Ghost in the Shell e Preacher.

HQ’s 📚

The Ghost in the Shell 2.0 | JBC

Shirow Masamune

Estava em promoção na Livraria Leitura na minha cidade, e como estou em busca de títulos com poucos volumes, decidi comprar. Depois vou adquirir o primeiro volume, que é a obra principal. A animação é excelente, também gosto do filme em live-action, então quero conhecer a obra original.

1903: Orwell | Darkside

Pierre Christin e Sébastien Verdier

A HQ é uma biografia de George Orwell, e como gosto de biografias, me interessou. Também estava em promoção na Livraria Leitura.

Meu amigo Dahmer: estudando com um serial killer | Darkside

Derf Backderf

A obra traz o perfil do psicopata Jeff Dahmer quando ele ainda era um aluno do ensino médio, e na visão do autor, Derf Backderf, que estudou com ele.

Adorei o Eu, Lixeiro também do Backderf e já queria comprar essa HQ há bastante tempo. Comprei na Amazon.

Absolute Mulher-Maravilha - Vol. 3 | Panini

Kelly Thompson e Hayden Sherman

Os dois volumes anteriores desse universo absolute da mulher maravilha foram ótimos. Então, pretendo continuar a coleção. Comprei na Amazon.

Asa Noturna - Vol. 1 | Panini

Tom Taylor e Bruno Redondo

Mais uma vez procurando séries com menos volumes, e já que gosto bastante do Batman, e das aparições do Asa Noturna em animações e até naquela série Titãs da Netflix, comprei o primeiro volume da série escrita por Tom Taylor.

Preacher - Vol. 2 | Panini

Garth Ennis e Steve Dillon

Já comentei aqui no Blog que achei fantástico o volume 1 de Preacher. Como tinha comprado o volume 1 e 3 no sebo, então para continuar a história precisava ter o volume 2.

Comprei usado pelo marketplace da Amazon. Quando chegou, percebi que a lombada difere um pouco dos outros volumes. Provavelmente, são edições diferentes. Mas o que importa é o conteúdo.

Rurouni Kenshin: Versão do Autor | JBC

Nobuhiro Watsuki

Junto do DVD que vou comentar em seguida, aproveitei que o vendedor tinha essa versão alternativa do autor de Samurai X, em uma minisérie em 2 volumes, e fiz uma oferta nos dois produtos: DVD + Mangá.

O primeiro volume está usado e em bom estado. O segundo volume ainda lacrado.

DVD e Blu-ray 🎞️

Samurai X: o filme (2012) Samurai X: o inferno de kyoto (2014) Samurai X: o fim de uma lenda (2014)

Keishi Otomo

Assisti o primeiro filme na Netflix, achei bom. As continuações ainda não assiti. Um rapaz estava vendendo - pela OLX - aqui na minha cidade, ainda lacrados. E achei com preço justo. Como estou na vibe Samurai X com o remake do anime - assisti as duas primeiras temporadas - comprei.

CPM 22: ao vivo no Rock in Rio (2016)

Por fim, mas não menos importante, chegou na coleção o primeiro DVD de música/show. É a gravação do show que o CPM 22 fez no Rock in Rio em 2015. Eu estava lá. Em termos de experiência de show, foi o melhor de todos que já assisti.

Por ter sido o primeiro show do Palco Mundo, ainda era possível ficar mais perto do palco. Fiquei mais à direita (de quem vê de frente). Estava um calor doido, muita gente sem camisa (incluindo as mulheres). Sabia cantar todas as músicas que a banda escolheu para o setlist. Foi uma incrível experiência.

E agora tenho esse show em outra perspectiva, pelo menos até durar o disco.

Padrões

Estou me perguntando se continuo fazendo os comentários das HQs que leio e dos Filmes/Séries que assisto.

Essa dúvida tem duas razões principais:

1 - Ainda não me decidi se coloco, ou não, qualquer tipo de analytics aqui no Blog. Ou seja, hoje eu não faço ideia do número de visitantes. Só sei que alguém leu se a pessoa comentar ou entrar em contato.

2 - Posts do tipo geralmente são resenhas, mais informativas e completas. E não sei se quero que este Blog vire um Blog de resenhas.

Devido a razão n°1, eu não faço ideia se alguém está gostando desses comentários. Por outro lado, ainda que ninguém esteja lendo, esse tipo de post é um registro do que achei naquele momento, e um lembrete para meu Eu futuro.

Devido a razão n° 2, estou com a sensação de que vai ser mais uma tarefa para meu dia a dia. E não quero agora mais demandas e mais compromissos.

Contudo, a razão n° 2 também está associada a uma falsa necessidade de atender a um padrão. Uma forma mais comum de se fazer resenhas.

E, há poucos dias, escrevi sobre o padrão estético dos canais de HQs.

Por que nos apegamos tanto a padrões? Por que temos uma tendência a copiar o outro?

Talvez, seja o fato do ser humano ser evolutivamente um animal social. Para fazer parte de um grupo, precisamos respeitar regras e padrões.

Talvez, porque um padrão é uma segurança entre as muitas incertezas da vida.

Talvez, porque nosso cérebro gosta de rotina, e um padrão é uma rotina pré-estabelecida.

Na real, eu não sei. No momento, gosto de acreditar que este Blog é uma expressão da minha criatividade (só desenho pessoas como palitos e o máximo de música que consigo fazer é um assovio, só me resta escrever). E, sendo um aspecto de criatividade, o padrão é uma antítese.

Por isso, acho que vou continuar com meus comentários, de modo livre, tentando não me obrigar a seguir certos padrões. E espero que alguém goste.

Preacher Vol. 1

Auto-generated description: Capa do quadrinho Preacher: A Caminho do Texas, apresentando um homem sorrindo sinistramente com uma igreja em chamas ao fundo.

Sempre ouvi falar de Preacher, mas nunca tinha lido a obra. Há alguns dias, visitei um sebo que gosto de frequentar e encontrei os volumes 1 e 3 da edição em capa dura publicada pela Panini.

O volume 1 foi publicado em 2012 e, apesar dos 14 anos desde o lançamento, a edição está em ótimo estado. Já o volume 3 foi publicado originalmente em 2013, mas a ficha catalográfica desta unidade indica o ano de 2020 — possivelmente uma reimpressão. O estado de conservação, como era de se esperar, está ainda melhor que o do primeiro volume. Como o preço de ambos estava bem atrativo, comprei.

O roteiro, escrito por Garth Ennis, é excelente. É uma história divertida, repleta de ação, mistério e suspense, misturando elementos de religiosidade - em um tom beeemm crítico. É um conteúdo estritamente para maiores de 18 anos, com muitos palavrões e cenas violentas.

Porém, o que me impressionou ainda mais foi a arte de Steve Dillon. Fiquei surpreso ao notar que a publicação original data de 1995; há mais de 30 anos, Dillon já entregava quadros impressionantes e com uma qualidade absurda. Veja abaixo uma dessas páginas:

🚨 Alerta de Spoiler 🚨

Auto-generated description: Um homem com cabelos em chamas é segurado por uma figura feminina de pele vermelha e asas, rodeada por fogo.

A composição do quadro é fantástica. No momento em que Jesse Custer (o protagonista) tem visões do paraíso, Dillon posiciona o anjo e o demônio como se estivessem apoiados sobre a cabeça dele, utilizando o espaço de forma quase tridimensional. Este é apenas um exemplo, a narrativa visual nos quadros menores também é muito bem executada.

Diante de uma obra desse nível, compilada em apenas nove volumes, já comprei o volume 2 para continuar a história e pretendo completar a coleção.

Youtube e Consumismo

Já comentei aqui que voltei a ler HQs. Esse é um hobby cíclico: comecei na adolescência, parei por muitos anos, retornei há cerca de quatro anos e, agora, retomei novamente. Sim, eu sou estranho… mas esse não é o ponto.

Venho observando que, sempre que inicio ou retomo algum interesse, passo a acompanhar canais no YouTube sobre o tema. Inevitavelmente, isso me leva a comprar coisas: HQs, filmes em mídia física, jogos, entre outros.

Até aí, tudo bem, certo? É um hobby e, felizmente, não se trata de uma compulsão. No entanto, tenho refletido sobre como esses canais podem estar contribuindo para o consumismo e quais são as razões por trás disso.

Estantes

Na maioria dos canais sobre quadrinhos, o cenário de gravação conta com uma estante ao fundo, repleta de títulos americanos, mangás, heróis e edições europeias. Nos canais de colecionismo de filmes, o padrão se repete, trocando o papel pelo plástico dos DVDs, Blu-rays e até VHS. Recentemente, descobri que esse padrão também domina o BookTok — nicho do TikTok focado em literatura.

Portanto, há um padrão estético consolidado que transmite uma mensagem subliminar:

“Você precisa ter uma estante assim” ou “Este é o objetivo a ser alcançado”.

Não digo que os influenciadores façam isso de forma proposital; talvez seja apenas um formato que se convencionou. Porém, é inevitável traçar um paralelo com os padrões de beleza: cria-se um “corpo ideal” para a coleção, e qualquer coisa diferente disso é vista como insuficiente ou errada.

Compras do mês

Outro quadro recorrente são as “Compras do Mês”, “Aquisições”, “Unboxing” ou “Bookhaul”. É bem comum ver nesses canais os youtubers exibindo dezenas de novos títulos de uma só vez.

A questão é que, muitas vezes, não sabemos se eles realmente compraram aquelas obras. Muitos recebem o material das editoras e, na minha opinião, não deixam isso claro. Usam termos como “recebemos” ou “a editora enviou”, mas raramente ouço algo direto como: “Pessoal, não paguei por este livro; é uma divulgação”.

Além disso, há o agravante de que alguns influenciadores não leem as obras que recomendam, como se vê nesses dois vídeos (1 e 2).

Grupos de promoção

Uma fonte de renda comum para esses canais são os grupos de promoção no Telegram ou WhatsApp, onde compartilham links de afiliados. Muitas vezes, a divulgação foge do nicho do canal; conheço canais de games que anunciam até produtos para bebês.

Como em qualquer link de afiliado, o influenciador ganha um percentual sobre a venda. Em outras palavras: quanto mais os inscritos compram, maior é a recompensa do influenciador.

Consumismo

Acredito que esses fatores impulsionam uma cultura de consumo em que compramos o que sequer conseguimos apreciar. O foco passa a ser comprar para ter a “estante do vídeo”, para aproveitar a promoção ou para postar na rede social. É comprar para ter, ou para mostrar que tem.

Não pretendo ser alarmista, mas convido você a refletir: esse tipo de conteúdo tem influenciado o seu comportamento de compra? Você está comprando por interesse genuíno ou apenas replicando o que vê no Youtube, TikTok e afins?

A internet foi inundada pela IA

Apareceu um texto no meu Google Discovery que me chamou atenção, do site Catraca Livre. Comecei a ler, e parecia muito com texto criado por IA.

Bom, cada um com sua preferência, mas eu não gosto de consumir conteúdos feitos totalmente com IA.

Mas fiquei na dúvida. Achei, então, um site que fazia o teste de IA (foi a primeira vez que usei). O resultado indicou 0% de chance de ser IA. Porém, ainda parece muito com IA. E deixei de ler.

Então, pensei: “Mas que m&rd@! A internet está inundada por textos feitos com IA.”

A questão é que talvez o autor não tenha usado, e parece (para mim) que usou.

Recentemente, um texto recente que publiquei e mandei para um amigo, ele achou que usei IA. E não tinha usado. Nem mesmo para correção gramatical. Nada.

E também pensei: “Mas que m&rd@! Agora é preciso escrever também sem parecer IA?!”

Bom, e o que vou fazer com isso? Não posso só ficar reclamando. Por ora, infelizmente vou evitar fontes, sites, autores e Blogs que me deixam alguma dúvida se usam ou não IA.

E que m&rd@, a internet foi inundada pela IA.

Death Note

Auto-generated description: É a capa de Death Note Black Edition, volume III, com uma ilustração em preto e branco de um personagem dentro de um círculo decorativo.

Conheci o anime Death Note por volta de 2011/2012. Lembro que foi um dos primeiros conteúdos que assisti na Netflix. Aliás, lembro de ter recebido a cartinha promocional da Netflix, que chegou na casa dos meus pais. Foi assim que fiz a primeira assinatura.

Um tanto curioso um serviço essencialmente digital ter chegado a mim de modo físico, através de uma carta.

Bom, voltando ao Death Note, inaugurei uma das minhas primeiras maratonas na Netflix. Death Note se tornou um dos melhores animes que já assisti. As batalhas mentais - e às vezes físicas - entre L e Light são excelentes, e não me lembro de ter assistido algo parecido em outros animes. Dois personagens ao mesmo tempo tão parecidos e tão diferentes.

Há cerca de dois anos, adquiri toda a coleção do mangá, em seis volumes, na edição Black Edition, pela editora JBC. Em 2025, comprei o anime completo em Blu-ray, com extras dos produtores e diretores da animação.

Há alguns dias, terminei de ler o terceiro volume do mangá e, em breve, vou para o quarto volume. Portanto, agora estou conhecendo a obra original que, pelo nível dos detalhes, é ainda melhor que a adaptação.

Intenções não programadas (INP)

Este pequeno projeto está completando 3 meses de existência. O primeiro post que publiquei foi no dia 28/12/2025.

Durante esse tempo, usei 3 plataformas diferentes: Blogger, Bear Blog e Micro.blog. Ou seja, 3 plataformas em 3 meses. Mas, não, não comecei este Blog com objetivo de testar plataformas. Foi apenas minha vontade de experimentar, uma intenção não programada.

Porém, esse não é um post sobre plataformas. É sobre blogar - essa palavra é estranha, talvez seria melhor usar “escrever”, mas seria amplo demais.

Contudo, falar sobre Blogs também não era meu objetivo. Primeiro, porque eu não tenho tantos anos assim de experiência com Blogs. Segundo, que não sou nenhum especialista ou estudioso do tema. Portanto, esse tema também foi uma intenção não programada.

Bom, você pode estar se perguntando: “Então, qual era seu objetivo?” Respondo: ser um espaço em que pudesse escrever sobre assuntos mais pessoais, e também ser um repositório de alguns textos que tinha guardado do meu outro Blog.

Pensando nesse objetivo, posso dizer que ele apenas foi parcialmente cumprido, já que eu publiquei apenas 1 ou 2 textos do outro Blog. Em outras palavras, o que me levou a criar este Blog, já virou outra coisa.

Em um determinado momento, decidi escrever de forma ainda mais livre, publicando micro-posts, como se fossem tweets. Em muitos deles, eu apenas compartilho ou comento coisas legais que li/ouvi/vivi. Mais uma vez, uma intenção não programada.

Sabe o SEO? Isso não existe aqui. Escrevo para mim e para você, uma pessoa real, que chegou neste espaço não sei como, e olha só, continua por aqui. Obrigado.

Para concluir, inicialmente comecei este texto com a ideia de falar sobre os 3 meses do Blog, ia mostrar números e minhas percepções. E, como você acabou de ler, virou isso. Adivinha? Mais uma intenção não programada.

Talvez essa seja a melhor representação atual do que é este blog: um conjunto de intenções não programadas.

Absolute Superman Vol. 1

Auto-generated description: Capa de uma revista em quadrinhos chamada Absolute Superman, com a ilustração de um Superman de aparência sombria e o texto O início de uma nova era!.

🚨 Alerta de Spoiler 🚨

Concluí a leitura do Absolute Superman Vol. 1.

Achei um pouco forçado a introdução de temas como a sustentabilidade, ao tentar deixar muitíssimo claro a riqueza de nosso planeta.

A Lois Lane foi colocada como agente de segurança da Lázaro, mas rapidamente já criou um laço com o Superman. Se era para deixá-la como um agente, talvez deveria explorar mais os possíveis conflitos gerados.

Parece que o roteirista não sabe o que quer para ela. Em uma página é dito que ela odeia relatórios, em outra já mostra que ela adorou o que fez.

Quando o leitor é levado a Krypton, a história se sustenta, mostrando o pai do Superman como um engenheiro de mineração e a mãe como uma mecânica.

Como eu comprei em um sebo os dois primeiros volumes, vamos ver como será a continuação. Se não melhorar bastante, já vou parar por aí.

Tiktokzação

Não sei como as pessoas conseguem gostar de vídeos curtos em rolagem infinita, como o Tik Tok, e a tiktokzação das demais redes sociais.

Sinto que a cada troca de vídeo meu cérebro desligasse e ligasse para receber e entender um novo conteúdo. Como um interruptor ligando e desligando a cada poucos segundos, centenas de vezes.

Eu acho que nosso cérebro precisa de concentração em uma atividade, ele precisa entrar no “flow”, é assim que ele é capaz de fazer coisas incríveis. É por isso que atividades como ler um livro, escrever um texto médio/longo, pintar um quadro ou realizar uma atividade manual, são atividades benéficas para nosso cérebro.

Talvez, com o tempo, a tiktokzação vai nos deixar cada vez mais ansiosos, impacientes e incapazes de se concentrar em uma aula, uma peça de teatro ou um filme. A concentração será limitada a 15 segundos em qualquer atividade, e talvez nosso cérebro vai perder a capacidade de entrar no “flow”.

Por que estou migrando (temporariamente?) do Bear Blog para o Micro.blog.

Não tenho reclamações ou críticas relevantes em relação ao Bear Blog; utilizei a plataforma por cerca de 75 dias, mas, ainda assim, decidi migrar. Neste post, pretendo detalhar algumas razões da mudança e como está sendo esse processo.

Aprimorar o fluxo de publicação

Já compartilhei aqui no blog como funciona o meu fluxo de publicação. Quero neste blog ter uma escrita mais livre, sem regras rígidas de como escrever um post de blog. E também procuro ter uma frequência maior de postagens.

Para alcançar essa constância, a melhor estratégia para mim é escrever diretamente pelo celular.

No Bear Blog, como não tem aplicativo para celular, é preciso fazer diretamente pelo navegador. No meu caso, percebi que fazer isso pelo navegador não estava tão fluido. E senti falta de um aplicativo próprio.

Quando perguntei ao Herman sobre a possibilidade de ter uma aplicativo próprio, ele me respondeu dizendo que não tem planos para isso, porque é preciso lidar com outra base de dados.

Para quem não sabe, o Bear Blog é um projeto de um homem só (solo dev). Portanto, sua resposta é totalmente compreensível. Mesmo assim, essa vontade de publicar via app não deixou de existir.

Distribuição dos posts para redes sociais

Influenciado pelo conceito POSSE passei a adotar o meu Blog como minha principal rede social.

Ainda no Bear Blog, descobri o serviço Mastofeed. Ele faz a publicação automática dos posts do Blog em uma conta do Mastodon. É um serviço gratuito. Porém, essa distribuição dos posts demorava algumas horas para acontecer. E gostaria que fosse um pouco mais rápida.

A publicação seguia a regra título + link para o post. Ou seja, mesmo para os micro-posts, o usuário do Mastodon precisaria clicar no link para ler a postagem. Para esse tipo de post, apenas a transcrição do texto talvez seria suficiente.

Além disso, no futuro, gostaria de ter a possibilidade de vincular outras redes sociais.

Plataformas alternativas

Existem diversas plataformas de Blog, mas eu pensei em 3 alternativas: Blogger, Wordpress ou Micro.blog.

O Blogger eu testei por algumas semanas, tem aplicativo para celular, mas ele parece desatualizado demais, quase uma plataforma esquecida e com design ultrapassado. E teria o mesmo problema com a distribuição nas redes sociais.

O Wordpress, por outro lado, tem um caminhão de recursos. Eu nunca testei usar o Wordpress pelo celular, até então no meu outro blog eu só publicava pelo PC mesmo. E, sinceramente, até pouco tempo achei que não tinha como usar o aplicativo para o Wordpress.org, mas parece que tem.

Em relação à publicação nas redes sociais, descobri pelo canal do Vladimir Campos que tem um Plugin do Activity Pub para a publicação nas redes. Portanto, o Wordpress seria uma opção. Por outro lado, fico com a sensação que estaria dirigindo uma carreta para percorrer uma distância de 2 km.

Micro.blog

Pensando nessas alternativas, o Micro.blog parecia ser a solução mais viável. Tem um aplicativo para Android e possui uma função nativa de publicação em diversas redes sociais.

Quando criei a conta básica e vinculei ao Mastodon, vi que a distribuição dos posts para o Mastodon era praticamente instantânea. Um micro-post aparece de forma integral, como se redigido direto no aplicativo do Mastodon. Se ultrapassa um número X de caracteres, é inserido o link da postagem.

Baixei o aplicativo para celular. É simples, mas tem o essencial para publicar rapidamente, ver a timeline, as menções que recebi e descobrir postagens de outros usuários.

A propósito, hoje descobri que o aplicativo permite facilmente compartilhar trechos de páginas da web. Ao selecionar o texto e compartilhar via aplicativo, o trecho é copiado em formato citação (markdown) e com o link daquele página. Ou seja, melhora o fluxo de publicação dos micro-posts em que compartilho links e artigos interessantes que encontrei.

Por fim, o Micro.blog tem plugins que adicionam recursos ao Blog e diversos temas interessantes - aliás, tem um tema que imita/homenageia o design do Bear Blog.

Testar a migração de posts entre plataformas

Eu também gostaria de experimentar como seria a migração de posts entre plataformas, no caso do Bear Blog para o Micro.blog. Queria fazer isso antes de chegar a um número muito grande de postagens que tornasse muito difícil de fazer isso de forma manual.

E fiquei muito satisfeito com o procedimento. Primeiro, exportei as postagens do Bear Blog, que gera um arquivo .zip e depois importei esse arquivo através da funcionalidade do Micro.blog. As tags que antes estavam no Bear Blog foram transformadas em Categorias do Micro.blog.

Um possível problema foi que o Bear adotava o formato “domínio/título do post” e o Micro.blog adota o formato “domínio/ano/mês/dia/título do post”, Então, quando fiz a migração o link permanente da postagem foi alterado. Parece que tem como fazer essa alteração de forma manual dentro do Micro.blog, ou usando o Script. Mas, sinceramente, acho que vou deixar assim mesmo, e passar a adotar esse formato.

Até logo Bear

Como eu disse, não tenho grandes críticas ao Bear, Apenas busquei uma plataforma que representasse melhor minhas vontades desse momento. Talvez, em um futuro breve, eu retorno ao Bear. É uma das maravilhas dos Blogs, vou para onde quiser e levo os meus posts comigo.

Por sorte, o Herman permite acompanhar as postagens da comunidade Bear através de feeds do Discovey. Então, posso continuar acompanhando e conhecendo uma diversidade de blogs legais que aparecem por lá.

Quer comentar este post? Fique à vontade para entrar em contato por e-mail ou pelo Mastodon.

Blog: a melhor rede social

Em 2023/2024, optei por não dar continuidade ao meu antigo Blog. Uma das principais razões para isso, foi porque não tinha a consistência que eu queria. E, se não conseguia publicar, então preferi parar de pagar a hospedagem e o domínio.

No final de 2025/início deste ano, decidi criar um novo blog (e um novo domínio) para ser um repositório dos textos do meu antigo Blog. Infelizmente, eu não tinha feito um backup de posts, mas a maioria deles estavam no meu Google Drive / Google Docs, porque escrevia lá primeiro.

Experimentei, então, por alguns dias o Blogger - uma plataforma gratuita. Ele tem boas vantagens, mas acredito que seu design antiquado, associado a falta de suporte e atualização por parte do Google, me fizeram procurar outras alternativas.

Com isso, cheguei ao Bear Blog. Acredito que foi aí que as coisas mudaram.

Bear Blog

O Bear é uma plataforma totalmente minimalista, desde a forma de publicar, até o design para os leitores e usuários. Contudo, seu maior benefício é a sua comunidade.

Por exemplo, existe um festival de postagens chamado Bear Blog Carnivals. Cada mês tem um tema específico, e a cada mês um(a) Blogueiro(a) é o host daquele tema.

A comunidade também está sempre desenvolvendo novas ferramentas e scripts que possam ser aplicados no Bear. Sejam temas, banners, plugins, e até alterações no Dashboard.

Contudo, o que considero genial no Bear é o Discovery, uma espécie de Trading Topics + Feed de todos os posts publicados no Bear.

Acho que foi aí que meus textos foram encontrados. E passei a receber diversos depoimentos de pessoas reais que chegaram no meu blog, gostando da simplicidade e dos textos que publico. Isso foi muito gratificante.

Pessoas como o Michael, o TH, o Guilherme e a Luciana.

Rede Social

Esse nível de contato eu ainda não tinha experimentado em plataformas de redes sociais. Em geral, quem me segue por lá, são as pessoas que conheço “fisicamente”.

Portanto, considerando que talvez o principal objetivo de uma plataforma de rede social seja encontrar novas pessoas, com interesses comuns, meu Blog está sendo minha melhor rede social.

Lembra da consistência que citei no início? Achei que uma boa forma de aumentar essa frequência de postagens seria fazendo micro-posts. Pequenos comentários, opiniões rápidas e sentimentos do momento. O que seria um Tweet, agora publico no Notas, sem regras rígidas, apenas meu espaço de reflexão.

Mastodon

Não posso negar que o Mastodon também tem sido um espaço acolhedor e de descoberta. Ele tem sido o substituto do meu Twitter. Porém, com mais autonomia.

Boa parte que publico lá é uma republicação automática do meu post do Blog, incluindo os micro-posts, com as mesmas tags que uso nas postagens.

O Mastodon também tem sido um espaço de comentários, que o Bear Blog nativamente não permite. Então, qualquer post que publico, você pode me responder por e-mail ou comentar publicamente pelo Mastodon.

Aliás, é bem curioso eu ter recebido diversos comentários, justamente em uma plataforma que não permite comentários.

Seguir

“Mas como seguir um Blog?”. Há alguns anos, eu recebi essa pergunta de uma amiga. E talvez você tenha chegado aqui com a mesma pergunta. É muito simples, basta você ter um aplicativo Leitor de RSS.

O Vladimir fez um vídeo recente sobre o RSS, ninguém melhor que ele para explicar.

Por fim, obrigado por estar aqui, no meu cantinho na internet, e reservar um tempinho para ler o que escrevo.

Quer comentar este post? Fique à vontade para entrar em contato por e-mail ou pelo Mastodon.

Meu fluxo de publicação no Bear Blog + reflexões

Ninguém perguntou 😅, mas vou compartilhar meu fluxo de publicação no Bear Blog.

90% dos posts publicados por aqui eu faço diretamente pelo navegador do meu celular. Faço isso de forma proposital. Quero neste Blog atingir uma frequência de publicação maior que a frequência que tenho no meu outro blog (para assuntos profissionais). E a melhor forma de fazer isso, é pelo celular - paradoxalmente, este estou escrevendo no PC 😅.

Se eu não posso fazer uma postagem na hora, direto pelo Bear Blog, anoto aquela ideia no meu Google Keep, usando a etiqueta “Ideias_posts” (sou uma pessoa literal 😅). E depois recorro a esse banco de ideias para fazer uma determinada postagem.

Para atingir o objetivo de publicar com mais frequência, inevitavelmente os posts são de tamanho curto e médio. Inclusive, criei a página Notas para reunir os micro-posts - que contém entre 1 a 2 parágrafos - no estilo Tweet.

Pretendo que o Notas vire meu repositório de pequenos comentários e informações que antes iam para alguma rede social - era o X (Twitter), agora o Mastodon.

Falando nele, quem me acompanha por lá recebe todos os posts que publico no Blog. A publicação é automática, e faço isso utilizando o serviço gratuito Mastofeed. Portanto, esses pequenos “tweets” também aparecem no meu Mastodon, por meio de um link para o post.

É bem provável que esse meu fluxo de publicação esteja sendo influenciado pela leitura do livro Indie Microblogging - que já citei aqui. Mas não só.

As dicas da Renée Fishman, do My Meadow Report, foram se consolidando na minha cabeça, como parte dessa vontade de publicar com mais frequência. Ela, inclusive, tem uma frequência diária de postagens há anos. É uma disciplina impressionante.

Essa experiência, de publicar pequenos textos, está sendo libertadora. Até então, nos “Guias dos Blogueiros”, existiam regras como:

  • Publique pelo menos uma vez por semana;
  • Escreva conteúdos úteis com mais de 2000 palavras;
  • Deixe o texto descansar e revise antes de publicar;
  • Faça pesquisa de palavras-chave;
  • Insira palavras-chave nos títulos;
  • Insira sub-títulos;
  • Coloque imagens;
  • Coloque vídeos;
  • Insira links externos e internos;
  • Atualize seus posts.

Ok, eu acho que todas essas recomendações são válidas. Talvez, seja a melhor forma de ser encontrado pelos mecanismos de pesquisa - e tentar obter alguma receita com blogs.

Contudo, talvez esses também sejam os motivos que levaram as pessoas a desistirem dos seus blogs. E podem ter sido esses os motivos que levaram os leitores a se afastarem dos blogs.

Aos poucos, a autenticidade foi acabando, os textos ficaram repetitivos, ter um blog virou apenas uma forma de ganhar dinheiro, o texto era impessoal e os anúncios acabaram com a boa experiência de leitura.

Não sei qual seu fluxo de publicação, mas não se prenda a regras rígidas como aquelas que mencionei. Os Blogs precisam voltar a ser uma expressão de nós mesmos, e da melhor forma que possamos fazer. Pelo menos, assim estou fazendo - e me sinto mais livre.

P.S.: Eu gosto de conhecer esses “bastidores”. Caso escreva um post com seu próprio fluxo, compartilhe comigo por e-mail ou me marque no Mastodon.

Depoimentos sobre Blogs

Há poucos dias, comentei com um grande amigo que estava vendo um certo movimento de retorno aos Blogs. Ele disse que espera realmente estar acontecendo, e assim me confidenciou:

Eu devo minha carreira e tudo que veio depois aos blogs.

Também há poucos dias, compartilhei um post em um grupo do Telegram que faço parte. E um dos membros, Michael Pupo, fez um depoimento que achei muito bacana:

Ao longo dos anos eu criei alguns blogs, mas nunca tive tempo de manter uma frequência de publicações… por último, criei uma newsletter no Substack e depois no Beehiiv. Acabei excluindo pelos mesmos motivos…

Mas aí eu vi o seu blog e a proposta minimalista dele… isso me chamou atenção. Gostei bastante. Vi que estava na plataforma Bear Blog, que eu não conhecia, e, depois de pesquisar mais a respeito, resolvi fazer mais uma tentativa.

Encorajado por você, reativei meu blog. As redes sociais estão cada vez mais desagradáveis (do meu ponto de vista) e consumir conteúdo de blogs está voltando a ser mais agradável pra mim.

E a proposta do Bear Blog me conquistou. Além disso, seu blog e posts foram um incentivo também. Muito obrigado por isso! 🙏🏽

Continue! Mesmo que pareça que não está tendo o alcance que você esperava, continue. De alguma maneira, ainda que seja um post pequeno, e ainda que seja para apenas uma pessoa, pode (e eventualmente vai) fazer muita diferença.

Obrigado Michael por suas palavras!

Por fim, gostaria de compartilhar o vídeo do Vladimir Campos em que ele comenta sobre esse movimento de retorno aos blogs e sobre redes sociais.

Se você está pensando em criar um blog e este texto chegou até você, compartilho aqui o comentário que deixei no vídeo do Vladimir:

Venham para os Blogs! Há algo diferente em criar um espaço do seu jeito, em que você tem controle de tudo, em que você pode escrever o que quiser, sem algoritmos, sem brigas, sem as vidas perfeitas que encontramos nas redes sociais. Escreva um conteúdo longo, curto, poucas vezes no ano, ou todo dia. Faça do seu jeito, porque é o seu jeito que importa e não o jeito que as grandes corporações te mandam fazer. Um Blog é uma excelente forma de tornar a internet melhor.

Como tirar o ursinho do Bear Blog no link do post

Se você está começando a usar o Bear Blog (eu), talvez tenha percebido que ao compartilhar o link de um post, a imagem padrão do post é o ursinho do Bear Blog. Veja:

Compartilhamento de link

Não tenho problema com o ursinho no meu Blog, mas na hora de compartilhar o link, ele me parece desproporcional, e também com uma resolução inadequada.

Descobri uma forma rápida de tirar o ursinho e colocar a logo que criei, para deixar mais personalizado também. Se você já foi procurar sobre isso no Bear Docs já deve saber como fazer.

Mas se ainda quiser tirar o ursinho, este post é um breve tutorial de como fazer.

1 - Crie seu logotipo

Primeiro, é preciso criar a imagem que vai substituir o ursinho. Você pode colocar a imagem que quiser. Eu preferi criar um logotipo padrão. Pedi ao Gemini mesmo para criar. Você também pode criar uma imagem no Canva. O que você preferir.

Com o arquivo da sua imagem, acesse seu painel de navegação do Bear Blog e localize na parte inferior a seção “Media”.

Ali que ficam armazenadas suas imagens. Toda imagem no Bear Blog gera um link que você pode copiar.

Faça o upload da imagem que você acabou de criar e copie o link da imagem.

3 - Inserção da imagem no post

Para inserir a imagem do post é precisar adicionar o atributo “meta_image”. No Bear Blog, as características do post precisam ser atribuídas na parte superior da caixa de texto da postagem, da mesma forma que você adiciona tags, por exemplo.

Então, na parte superior do texto de sua postagem adicione a expressão “meta_image: LINK DA SUA IMAGEM QUE ACABOU DE FAZER O UPLOAD”.

Pronto, fazendo isso você adiciona a imagem daquele post. Mas, se este tutorial encerrasse por aqui, você teria que fazer isso em todos os posts - vamos combinar que isso não é muito prático.

4 - Criação de template

Para não precisar fazer isso a cada nova postagem, basta que você insira essa imagem no seu post template.

Na sua lista de posts, aperte o botão “Edit Template”. Este é o seu post padrão, que aparece sempre que você cria um novo post.

Insira o “meta_image: LINK DA SUA IMAGEM QUE ACABOU DE FAZER O UPLOAD” na parte superior do post, da mesma forma que fez anteriormente.

Pronto, agora toda vez que você criar um novo post e decidir publicá-lo, seu logotipo vai aparecer no link do seu post. Assim:

Link com logotipo criado

É isso. Espero que tenha ajudado. Caso tenha alguma dúvida, fique à vontade para entrar em contato por e-mail ou pelo Mastodon.

Todoist para Google Keep: não deu certo

Em outro post aqui do Blog, comentei que estava fazendo alguns testes utilizando o Google Keep para substituir o Todoist, em razão do aumento do preço do Todoist Pro.

Como estava bem habituado a como o Todoist funciona, e como ele estava inserido na minha rotina de gerenciamento de tarefas, mudar de ferramenta está causando certos atritos.

Depois de utilizar por cerca de 1 semana, percebi que estava fazendo um esforço desproporcional para conseguir utilizar o Keep como um gerenciador de tarefas.

Os atritos estavam bem superiores ao que eu gostaria.

Eu já utilizo o Todoist há muitos anos, e a utilização de linguagem natural, a integração dos meus projetos associada à gestão de tarefas, o foco no Hoje, entre diversas outras características, transformaram o Todoist em algo fundamental na minha rotina de trabalho.

Sei que existem outros aplicativos de gestão de tarefas, como o Tick Tick, que já me recomendaram como substituto do Todoist.

Mas já sei que também vão ter atritos de adaptação. Sinceramente, não os quero nesse momento.

Vou continuar com o Todoist, e quem sabe tentar negociar com a empresa uma redução na anuidade.

Selo EntreBlogs 2.0