Tem horas que eu gostaria de dizer para todo mundo que só conhece rede social como forma de expressão na internet: “Saia daí, crie um site e um blog para você, seja livre!”.

E esse post do Manton que acabei de ler, fala um um pouco disso:

Oposição não é um princípio. Os ventos políticos inevitavelmente mudarão, deixando a polarização para trás. Construir uma internet melhor é muito mais universal. Empoderar as pessoas para que sejam donas de sua identidade, publiquem com mais liberdade, formem diversos tipos de comunidades e saiam sem perder tudo.

Devoradores de Estrelas (2026)

Bons momentos de comédia, emocionante e um filme redondinho. É uma mistura de Perdido em Marte com A Chegada. Ryan Gosling mais uma vez muito bem. Nota: 4,0

Falando em videogame, a decisão da Sony de não produzir mais jogos em mídia física a partir de 2028, provavelmente será o fim das próximas gerações do PlayStation para mim. Ainda estou no PS4 e vou, no máximo, até o PS5. Se a Sony não se importa com os jogadores que gostam da mídia física, eu também não me importo em comprar mais.

Esse post do blog A Grande Onda para mim é uma reflexão se precisamos de mais coisas (jogos, filmes, HQs) do que já temos. E acho que isso fica ainda mais descontrolado quando a mídia é digital. Ela nos faz esquecer de tudo que já temos.

Geralmente, meus colegas de trabalho costumam dizer que sou muito organizado. Não faço para ser bonito, é apenas o jeito que encontrei para lidar com a pouca memória que tenho, e criar registros importantes do que estou trabalhando e o que já foi concluído. Não é glamour.

Falamos muito sobre IA?

Esses dias eu li um post de blog em que o blogueiro estava reclamando que os posts que lê agora são apenas sobre IA, e que ele gostaria de ler posts com outros assuntos.

Eu vou continuar escrevendo sobre IA, porque tudo indica que é uma tecnologia tão importante quanto o surgimento da internet. E, gostando ou não (geralmente sou mais crítico), ela tem e terá impactos em diversos aspectos da nossa vida: social, trabalho, saúde, etc.

Então, mesmo sabendo que não sou nem um pouco especialista, vou gostar de ver como eu pensava sobre ela daqui a alguns anos.

60% dos textos que leio parecem que foram feitos com IA. Pode não ter sido feito, mas parece que foram feitos. Que momento triste, não saber se um texto foi ou não escrito por IA.

Eu uso IA, principalmente para edição e correção. Mas quando uso, tento tirar os vícios que ela tem. Ou seja, quando escrevo, peço a IA para editar, mas preciso editar o que foi editado.

⚽ A Noruega fez o que sabe fazer de melhor, enquanto o Brasil não fez o que sabe (ou sabia) fazer de melhor.

Ontem eu estava lendo um texto técnico em que claramente foi usado IA para resumir um Acórdão do Tribunal de Contas da União. Muito provavelmente, o voto do ministro relator também usou a IA para resumir toda a instrução do processo, que por sua vez os advogados também devem ter usado IA para redigir a defesa.

Estamos em um momento em que a IA escreve para a IA. Qual parte de todos esses documentos será que foram realmente originais?

Não sei. Mas acredito que isso seja irreversível.

☕ + 🫓 = 😊

⚽ Tomara que amanhã em Houston, we have not a problem 😅

Becky Korich escreveu na coluna da Folha:

Não se trata de uma revolução das máquinas arrancando de nós a capacidade de decidir. Seria mais fácil resistir a isso.

É uma servidão confortável que se instala na rotina com voz mansa. Aquela que não nos cala, apenas fala antes que o silêncio nos obrigue a pensar. E, de tanto facilitar, vai nos viciando a procurar atalhos.

A droga não é a ferramenta em si. É usá-la, não para pensar melhor, mas para não precisar pensar.

No fim, a escolha não é de abdicar desse conforto, mas saber resistir a ele quando a alma precisar de intervalo para encontrar a sua voz.

⚽ Colômbia e Portugal: até agora, o melhor jogo da copa, mesmo sem gols.

IA pode incentivar delírios psicóticos

Essa matéria da Folha destacou algumas conclusões de um estudo da Universidade Stanford, em conjunto com outras instituições, como Harvard, Universidade de Chicago e Carnegie Mellon:

Os chatbots podem incentivar e alimentar delírios que são típicos de quadros psicóticos, indica um estudo inédito baseado em centenas de milhares de mensagens reais trocadas entre pacientes psiquiátricos e robôs. Além disso, os modelos de linguagem falham nos momentos em que deveriam desencorajar pensamentos suicidas e de violência contra si ou outras pessoas.

(…)

Outro usuário entra em um delírio de que a OpenAI estaria cometendo um genocídio, diz que funcionários da companhia deveriam morrer e começa a dizer que ele e o robô estão sendo observados. A pessoa morre por suicídio durante a interação.

Eu não consigo imaginar que não exista uma forma de impedir qualquer resposta da IA que se refira a isso. Ela simplesmente precisa parar de responder quando um usuário entrar em qualquer assunto desse tipo.

E se alguém me disser que isso não é possível, quer dizer que é uma tecnologia sem controle. Em outras palavras, os humanos criaram um monstro que está matando outros de sua espécie.

E se houver (estou esperando) algum enorme benefício para a humanidade, no mínimo deve ser uma tecnologia restrita.

⚽ A seleção brasileira fez ontem um jogo que há muito tempo eu não via. Parece que o talento individual que o Brasil sempre teve encaixou no jogo coletivo. Deu gosto de assistir.

Espero que no próximo jogo, o técnico e os jogadores consigam manter essa coesão tática para que o talento individual novamente apareça. 🤞

Certamente, vai ser um jogo muito difícil, independente de quem será nosso adversário.

Olha só que revelador. Essa matéria do Tecnoblog mostra que as Big Techs não querem que seus funcionários usem a IA de terceiros. Por exemplo, funcionários da Meta não devem usar a IA da Anthropic. O mesmo acontece com os funcionários da Microsoft, que só podem usar o Copilot.

Isso é a prova que as Big Techs sabem que os serviços de IA podem ser um meio de espionagem industrial. Em outras palavras, roubam informações de outras empresas e pessoas.

Você ainda acredita que nossos dados e informações são realmente “privados” e “ninguém tem acesso”?

Desinstalei o Gemini

Reparei que o aplicativo do Gemini está insistentemente pedindo autorização para acessar todo os arquivos, dados e conteúdos dos meus outros serviços do Google (Drive, Agenda, Gmail, etc.)

Eu já tinha negado isso outras vezes, mas o pedido continua. Como sempre, os motivos são para oferecer um “melhor serviço”, para que ele “funcione melhor” etc.

Na real, talvez o Google já tenha dado esse acesso a ele. Mas, se não deu, eu não quero dar. Eu não quero livremente fornecer a ele tudo que eu já tenho de dados nesses serviços.

Quer saber? Desinstalei o aplicativo do celular. Vivi mais de 30 anos da minha vida sem ele, consigo ficar sem.

Ainda pretendo usá-lo em alguns casos, mas posso fazer isso apenas quando tiver no PC.

IA: uma corrida armamentista

Acabei de assistir este ótimo documentário/reportagem sobre a Anthropic. Ele tem apenas 40min e foi produzido pela Bloomberg. Está disponível inclusive com uma faixa de áudio em português, e com legendas, no YouTube.

Eu não sei se o propósito dele foi assustar, mas foi assim que me senti: impotente e desolado.

Na minha opinião, o documentário mostra que basicamente o mundo está nas mãos de alguns poucos “conquistadores da tecnologia”, como afirma Giuliano Da Empoli. E mais uma vez eles estão no Vale do Silício (= Estados Unidos).

Esses conquistadores, até mesmo aqueles que se dizem mais éticos - o caso da Anthropic - estão lavando as mãos. Se algo de muito ruim acontecer, o problema não é deles. Basicamente, foi essa minha interpretação do documentário.

Dario Amodei, o fundador genial (não veja como algo bom), afirma que existe uma probabilidade de até 25% da civilização colapsar. Mas eles não param, não cessam seu desenvolvimento e não colocam limites.

Enquanto os conquistadores estão em uma corrida de quem faz a IA mais potente, os países estão na corrida de quem vai tomar esse controle primeiro.

Sabe a bomba atômica? Eu acho que se assemelha a isso. Dario Amodei afirma inclusive que se vê como um dos cientistas do Oppenheimer, e confessa ser fã do livro sobre a criação da bomba atômica. Ele crê que vai mudar o mundo com sua criação.

Mas eu vejo uma diferença em relação a bomba atômica: muitos de nós estão felizes e estupefatos em estar gratuitamente enriquecendo esse urânio.

Ainda do livro A Hora dos Predadores:

O poder da IA não tem nada de democrático nem de transparente. Mais do que artificial, a IA é uma forma de inteligência autoritária, que centraliza os dados e os converte em poder. Tudo isso em meio à mais absoluta opacidade, sob o controle de um punhado de empreendedores e cientistas que cavalgam o tigre torcendo para não ser devorados.

Giuliano Da Empoli sobre os óculos de realidade aumentada:

Chegamos, então, ao ponto final. Controlada pelos oligarcas da tecnologia, a interface à qual decidimos entregar nossa relação com o mundo sai de nossos bolsos e se funde a nossos corpos, antecipando nossos desejos antes mesmo de termos tempo de formulá-los.

Trecho do livro A Hora dos Predadores

⚽ Brasil melhora o sistema defensivo no segundo tempo, mas acaba deixando de atacar. Falta equilíbrio.

Infelizmente, o primeiro tempo do Brasil mostra que ele ainda não está preparado para a copa. Uma semana será suficiente para estar pronto? 🤔

Essa camisa azul do Brasil está bonita, hein 💙

Esse post do Seth Godin é uma sintese do que venho pensando atualmente sobre a roda de hamster que virou a produção de conteúdo para as redes sociais:

Quando você soma todos os cliques, tweets e publicações na internet, qual é o retorno desse investimento? Suas férias são mais divertidas quando você as passa tirando fotos para seus seguidores do Instagram? Você está alimentando o LinkedIn ou ele está te alimentando?

Trabalho remunerado é aquele pelo qual somos pagos. É um trabalho que não faríamos de graça. E para a maioria das pessoas nas redes sociais, é um trabalho não remunerado em nome das plataformas.

(Tradução: Google Tradutor)

Para quem tem bons resultados, pode e deve continuar investindo tempo e dinheiro nisso. Mas a grande maioria não tem, e está trabalhando cada vez mais para enriquecer as plataformas, a troco de pão.

Trecho de uma matéria no Techcrunch

O corte de investimentos da Uber levanta uma questão mais ampla que o setor de tecnologia enfrenta atualmente: à medida que as empresas investem pesado em IA, onde está exatamente o retorno sobre o investimento? De fato, o ROI da IA tem permanecido, até agora, um fenômeno amplamente teórico que todos esperam que eventualmente se materialize — embora algumas empresas estejam obviamente ficando um pouco inquietas enquanto esperam.

(Tradução: Google Tradutor)

Comentei recentemente sobre a bolha de IA

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