Mais de 100 posts em 2026 🎉

Há algumas semanas descobri esse desafio que consiste em publicar mais de 100 posts em um site pessoal num determinado ano.

Não procurei completar esse desafio, apenas fui publicando sem regras sobre qualquer coisa que gostaria de compartilhar, em sua maioria num estilo microblogging, mas também com textão.

Como esses dias lembrei desse desafio, fui ver quantos posts tinha publicado nesses 5 meses de novo Blog, e descobri que estava exatamente nos 100 posts:

Não se trata de quantidade, mas esse número mostra que atingi meu objetivo de publicar com mais frequência e liberdade, como já comentei outras vezes por aqui.

Fiz mudanças consideráveis no design do meu site “profissional”. Achei que só iria conseguir um resultado parecido contratando um freela, mas até que gostei de como ficou. Ainda precisa de alguns ajustes, mas a ideia geral era deixar mais ou menos assim mesmo.

Uma carta de amor aos blogs

Sou um novato no mundo dos Blogs, criei o primeiro em 2022. Não vou mentir, caí na lorota de que era uma forma fácil de ganhar dinheiro.

Posso ter sido ingênuo, mas te desafio a colocar na caixa de pesquisa do YouTube “blogs” e ver o que vai aparecer. Até hoje, nos resultados principais, os conteúdos se referem a como o Blog vai te render milhares de reais por mês.

O tema foi absolutamente capturado pelos gurus do marketing digital, que só costumam dizer o quanto é fácil ganhar dinheiro com blogs.

Até que, para fazer sucesso, descobri que uma série de regras faziam parte da cartilha desses “especialistas”. Entre essas regras, estão:

Escolha seu nicho e permaneça nele; Publique pelo menos uma vez por semana; Escreva conteúdos úteis com mais de 2000 palavras; Faça pesquisa de palavras-chave; Insira palavras-chave nos títulos; Insira sub-títulos; Coloque imagens; Coloque vídeos; Insira links externos e internos; Atualize seus posts.

Com tantas regras, alguns meses depois percebi que ter um blog havia se tornado um segundo/terceiro trabalho, me causava estresse e me fazia trabalhar nas horas de descanso - que já não eram muitas. Resultado: parei de escrever e quando venceu a hospedagem e o domínio, desisti de blogar.

Motivos certos

Mesmo acreditando hoje que não comecei pelos motivos certos, me lembro da sensação de quando publiquei meu primeiro post. Achei muito legal saber que meu texto estava disponível na internet, em um domínio que eu escolhi, num site que eu criei, com um tema que eu escolhi e que eu poderia editá-lo a qualquer momento - essa frase foi muito egocêntrica, mas nesse caso para mim é independência e não egoísmo.

Obviamente, eu já tinha publicado outras (poucas) coisas nas redes sociais, mas aquilo era diferente. Até hoje, aquela sensação ainda existe quando publico um post. Ele está lá disponível para o mundo inteiro, completamente aberto, gratuito e livre para qualquer um ler - mesmo que sejam poucos.

Portanto, ganhar dinheiro deve ser o motivo menos importante que deve levar alguém a criar/manter um blog. Para mim, o Blog deve ser visto como uma expressão da criatividade, um hobby, um espaço de registro, uma memória, ou uma fotografia além do tempo.

É claro que se o dinheiro vier, ótimo. Que bom que o autor conseguiu monetizar seu trabalho e sua criação.

Microblogging

Quando li pela primeira vez as dicas da Renée Fishman do My Meadown Report, elas ficaram na minha cabeça. Mas elas me pareciam ainda muito inatingíveis, porque seria uma tortura publicar diariamente.

Porém, hoje percebo que essa “tortura” estava ligada ainda a todas aquelas regras dos gurus do marketing digital. A verdade é que criar e manter um blog não exige regra alguma.

Há 4 meses estou praticando o microblogging e a palavra que resume esse período é: liberdade. Estou adorando publicar reflexões, links interessantes, resenhas de HQs, etc.

Como disse, não tem regras, mas com essa experiência identifiquei apenas alguns princípios que costumo seguir - que inclusive podem mudar. São eles:

1 - Escreva primeiro para você mesmo. Para um registro do presente para o futuro. 2 - Tente ajudar o seu leitor. 3 - Não tenha nichos, escreva sobre o que quiser. Uma hora você pode encontrar um leitor que gosta do que escreve - felizmente já recebi alguns bons feedbacks ☺️ 4 - Se quiser, faça críticas, mas seja respeitoso com seu leitor. As redes sociais e o mundo já têm ódio suficiente. 5 - Divirta-se. Nem tudo precisa ser fonte de renda ou de receita. Isso é um hobby, não um trabalho.

Referências

Como nada se cria, tudo se copia, a forma como escrevo no Blog hoje tem algumas referências. As principais são:

Suponho que eles sigam pelo menos alguns dos mesmos princípios que citei.

Eles não são as únicas referências, apenas os que mais gosto de acompanhar hoje. Nesta página eu recomendo outros.

Obrigado por ler até aqui. E obrigado pela visita. Se quiser, me mande um e-mail ou deixe um comentário para continuarmos essa conversa.

Ah, esse post faz parte do IndieWeb Carnival - tecnicamente eu acho que ainda vai fazer, já que pretendo enviar para o host desse mês.

Robert Birming escreveu no seu blog:

Não mate seu blog tentando se especializar em um nicho específico. Seguir o algoritmo não vai te fazer mais feliz. Se você escrever algo que eu ache interessante, eu vou ler mesmo que ainda não tenha nenhum voto positivo.

Continue blogando. Continue sendo você.

(Tradução livre)

Blogging Heroes, de Michael A. Banks

Capa de livro com o título blogging heroes em destaque, junto com nomes de blogs e sites de tecnologia, e o autor Michael A. Banks mencionado no topo.

Ler esse livro nos dias atuais serve apenas como uma fotografia da época de ouro dos Blogs.

É um conjunto de entrevistas com Blogueiros “de sucesso” da época. Outros importantes - mas talvez não tanto comerciais - foram deixados de lado.

O pior do livro é sua tradução. É a pior tradução que já li na vida. Várias e várias vezes, foram escolhidas palavras que não fazem o menor sentido. E o editor deixou isso passar. Um péssimo trabalho de tradução e edição.

Mesmo com todos os defeitos, ainda foi bom conhecer um retrato dessa época, e existem fundamentos ali que ainda são válidos sobre começar um Blog.

Esse livro é um exemplo de que até livros desatualizados (e mal traduzidos) tem algum valor.

Estou descobrindo quem é Dave Winer e sua importância para a internet e para a Blogosfera. Por exemplo, ele tem o mesmo blog há mais de 30 anos. Vou repetir: trinta..anos… E publica quase todo dia. Dê uma olhada que você vai ver um post de hoje.

Ele é considerado um dos fundadores do RSS e do Podcast. Só isso.

Youtube deixou de ser um espaço legal

Estou há cerca de 15 dias consumindo vídeos do Youtube de uma forma bem esporádica. Durante os primeiros 7 dias me afastei totalmente, fiz como um desafio, um experimento. Mas, passados os 7 dias, continuo sem vontade de estar lá, assisto um ou outro vídeo que realmente quero muito ver - e não posso ver em outro lugar.

Nesse post, vou comentar as razões desse afastamento.

Anúncios

muitos anos o Youtube se tornou um hábito, onde me inscrevo e acompanho canais de assuntos que eu gosto e, verdade seja dita, onde já aprendi coisas legais também. O que para muitos brasileiros e brasileiras é a TV aberta, para mim é o Youtube.

Contudo, de uns meses para cá, o sistema de anúncios do Youtube se tornou algo para mim extremamente irritante. Os anúncios são muito, mas muito repetitivos.

Não consigo entender a estratégia de marketing por trás disso, já que essa repetição só me faz ficar com ódio daquela marca, e não incentivar meu consumo. Se um anúncio gera esse tipo de emoção, ele só pode ser no mínimo uma falha de marketing.

Além disso, existem anúncios que no meu caso são um erro de direcionamento. Por exemplo, tem um anúncio de uma marca de produtos para pele que passa para mim há MESES. A questão é que eu não sou um usuário de produtos para pele, exceto protetor solar (que uso até menos do que deveria).

Ora, se anúncios são um problema, você pode então dizer: assina o Premium.

Essa é a questão. Eu não vou assinar uma plataforma que está me obrigando a assinar. Ela precisa me convencer que é bom, não me deixar completamente irritado com seu sistema de anúncios.

Ontem, por exemplo, fui tentar ver um vídeo, e apareceu o mesmo anúncio que há MESES eu recebo. Eu simplesmente saí do aplicativo, porque não suporto mais olhar para esse anúncio.

Rede social

Por ser uma pessoa que nunca gostou muito de rede social, eu costumava acreditar que o Youtube não era uma rede social, e sim uma plataforma de vídeos. Me enganei. O Youtube é uma rede social.

Nele, estão todas as características presentes em todas as redes sociais:

  • Retenção da atenção
  • Feed infinito
  • Engajamento
  • Bolha
  • Anúncios
  • Mais retenção da atenção
  • Mais anúncios
  • Mais bolha

O ciclo infinito desenhado e construído para nos prender a ele por mais tempo possível. Quanto mais tempo estamos nele, mais o Google se torna lucrativo. Cal Newport, em seu livro Minimalismo Digital, nos lembra disso:

as novas tecnologias que emergiram na última década são particularmente adequadas para estimular os vícios comportamentais, fazer as pessoas usá-las muito mais do que julgam ser útil ou saudável. De fato, como revelado por informantes e pesquisadores como Tristan Harris, Sean Parker, Leah Pearlman e Adam Alter, essas tecnologias são, em muitos casos, especificamente projetadas para desencadear esse comportamento dependente. O uso compulsivo não resulta de uma falha de caráter, mas da realização de um plano de negócios significativamente lucrativo.

Mais a frente no livro, Cal também compara o valor de mercado de empresas como o Google e Facebook, com empresas de petróleo como a Exxon Mobil. Enquanto o Google valia algo como 800 bilhões de dólares, a Exxon Mobil valia 370 bilhões. Ou seja, a extração de minutos do globo ocular se tornou mais lucrativa que a extração de petróleo.

Indústria e Criadores

Esse ciclo infinito é perverso porque leva os “criadores” a seguirem essa roda de hamster. Por exemplo, há algumas semanas ouvi de um youtuber de um canal grande de quadrinhos: “esse quadro acabou porque o engajamento não tava bom”.

Isso é criação? Não, é indústria. Como um produto que vende pouco, e a fábrica encerra sua produção. Se um quadro de um canal não engaja, não tem anúncio, se não tem anúncio ele precisa ser encerrado.

Exceto algumas exceções (como o VCP 2.0 do Vladimir Campos), a vontade de se expressar, de compartilhar, de ajudar o outro, de fazer um relato sincero, não existe mais. TUDO é feito para engajar, reter e monetizar. É a pejotização da pessoa física.

Com isso, me pergunto: será que os “criadores” não são, na verdade, gerentes dessa fábrica?

Independência

Nesse período em que estou buscando alternativas e mudanças de hábito, percebo que uma possível solução seria em algum futuro próximo os “criadores” se dedicarem a protocolos ou meios independentes de distribuição de seus vídeos. Ao menos, se tornariam parcialmente independentes de uma única plataforma.

Vejamos, por exemplo, os podcasts - que aliás o citado VCP 2.0 também é. Se eu não gosto do Spotify, posso ouvir o mesmo conteúdo no Deezer, ou Apple Podcasts, ou qualquer outro reprodutor de podcasts. O autor e o consumidor estão livres para postar/ouvir onde quiser.

É exatamente o que estou fazendo no Spotify, como alternativa para sair daquele espaço irritante que se tornou o Youtube. Alguns pouquíssimos canais também postam no Spotify os vídeos. Pelo menos, é uma alternativa.

Talvez essa seja a solução. Não é só trocar a plataforma, mas ser possível distribuir o mesmo vídeo em diversas outras, como é o podcast.

Isso também já acontece há décadas nos Blogs. Eu posso ler qualquer blog no navegador que eu quiser, não estou preso a nenhum deles. Fora que posso ler em leitores RSS. Ou seja, o local em que leio é completamente livre, de minha escolha.

Muito provavelmente, os anúncios continuarão existindo, contudo, eles serão restritos aquele autor/produtor. E, talvez, ainda seja mais vantajoso para ele, já que nenhuma parte dessa receita (ou a sua quase totalidade) vai apenas para uma única empresa: o Google.

Acabei de fazer pequenas mudanças no design do Blog 🙂 Você que está no X/Instagram/TikTok quero ver fazer isso 😜

The Boring Internet

Um dos artigos mais esperançosos sobre tantas mudanças aparentemente ruins que vem acontecendo nos últimos anos.

Visite o Lerama

No post sobre o Bubbles comentei que ele poderia ter um ranqueamento em outros idiomas. Quando compartilhei com a galera do Entreblogs, recomendaram o Lerama, iniciativa do Manual do Usuário, que reúne diversos blogs e newsletters, totalmente PT-BR. Muito legal! Vale a visita.

Muito depois que eu esperava (na verdade, não é tão incomum, outra hora eu conto) terminei o livro do Manton.

Recomendo a todos que estejam reativando ou começando seus blogs, e que estão percebendo o quanto estamos perdendo para redes sociais massivas (Facebook, Twitter, Instagram, TikTok, etc.).

Pretendo fazer um post com comentários sobre o livro. 🤞

Visite o Bubbles

Acabei de encontrar esse incrível site: Bubbles. Um lugar que é uma espécie de Reedit apenas de blogs pessoais e independentes. Ele é bem recente, foi criado em março/2026.

Tem blogs separados por categorias, uma espécie de newsletter, que é um feed diário com o que foi mais votado. Vou me perder navegando por ele.

Só poderia ter uma coisa: o ranqueamento de blogs em outros idiomas, como tem no Bear. Pelo que vi tem um em alemão, e o principal em inglês. Quem sabe no futuro.

No mesmo dia em que escrevi que gosto de ficar navegando por novos blogs, Manton também escreveu:

Algumas pessoas preferem uma presença online mais discreta, e eu entendo perfeitamente. Raramente escrevo sobre minha família no blog, preferindo manter esses pensamentos em um diário pessoal. Mas, sinceramente, nada supera um blog para construir um registro online ao longo de anos e décadas.

Adoro descobrir um blog e perceber que posso navegar pelo arquivo de posts antigos. Na era da sobrecarga de informações e da desorganização, esse tipo de consistência é mais difícil de fingir. (Tradução livre)

Também não me sinto confortável em escrever sobre minha família. Inclusive, acabei apagando um post recente que fiz.

É bom saber que a pessoa que criou o Micro.blog, a plataforma que decidi usar no momento, pensa de forma semelhante a mim. Claro que não em tudo.

Navegar é preciso

Às vezes me perco navegando por um novo Blog que não conhecia, vendo a estrutura do menu, das páginas que tem, de alguns posts, etc. Foi o que acabei de fazer com esse aqui. E logo já tenho vontade de copiar 😅.

A propósito, se você nasceu nos anos 2000, talvez não saiba mas o termo “navegar” era sinônimo de usar a internet, de visitar sites, ler notícias online, etc.

Tanto que exista uma política pública na minha cidade chamada de “Navegar é preciso”. Era uma política destinada a oferecer computadores públicos para o cidadão usar a internet, já que a maioria não tinha esse acesso.

20 anos depois 90% da população tem a internet no bolso. Ainda que para muitas pessoas internet seja sinônimo de whatsapp ou Facebook/Instagram.

Onde foi que erramos para deixar o Feed RSS de lado e ir para redes sociais? É livre, fácil, prático e gratuito. Mas por que saímos? 🤔

Padrões

Estou me perguntando se continuo fazendo os comentários das HQs que leio e dos Filmes/Séries que assisto.

Essa dúvida tem duas razões principais:

1 - Ainda não me decidi se coloco, ou não, qualquer tipo de analytics aqui no Blog. Ou seja, hoje eu não faço ideia do número de visitantes. Só sei que alguém leu se a pessoa comentar ou entrar em contato.

2 - Posts do tipo geralmente são resenhas, mais informativas e completas. E não sei se quero que este Blog vire um Blog de resenhas.

Devido a razão n°1, eu não faço ideia se alguém está gostando desses comentários. Por outro lado, ainda que ninguém esteja lendo, esse tipo de post é um registro do que achei naquele momento, e um lembrete para meu Eu futuro.

Devido a razão n° 2, estou com a sensação de que vai ser mais uma tarefa para meu dia a dia. E não quero agora mais demandas e mais compromissos.

Contudo, a razão n° 2 também está associada a uma falsa necessidade de atender a um padrão. Uma forma mais comum de se fazer resenhas.

E, há poucos dias, escrevi sobre o padrão estético dos canais de HQs.

Por que nos apegamos tanto a padrões? Por que temos uma tendência a copiar o outro?

Talvez, seja o fato do ser humano ser evolutivamente um animal social. Para fazer parte de um grupo, precisamos respeitar regras e padrões.

Talvez, porque um padrão é uma segurança entre as muitas incertezas da vida.

Talvez, porque nosso cérebro gosta de rotina, e um padrão é uma rotina pré-estabelecida.

Na real, eu não sei. No momento, gosto de acreditar que este Blog é uma expressão da minha criatividade (só desenho pessoas como palitos e o máximo de música que consigo fazer é um assovio, só me resta escrever). E, sendo um aspecto de criatividade, o padrão é uma antítese.

Por isso, acho que vou continuar com meus comentários, de modo livre, tentando não me obrigar a seguir certos padrões. E espero que alguém goste.

Mais uma entrevista legal do Pessoas e Blogs:

Um bom blog cresce com você, e você aprende a compartilhar mais sobre si mesmo à medida que avança. (Tradução livre)

Gosto muito de escrever os posts daqui do Blog. Mas, talvez eu goste ainda mais de criar páginas. Como vocês podem ver, elas não têm nada de especial. Porém, é como se uma página fosse uma criação mais duradoura, permanente ou apenas um jeito de organizar tudo.

Enquanto os posts são pequenas notas, as páginas são os cadernos.

Como a página Notas tinha perdido sua utilidade, pensei que uma página com postagens mais “longas” seria útil. O melhor nome que veio à mente seria Textão. Aí, quando vi uma página semelhante no Blog do Rodrigo Ghedin, então nasceu uma “jurisprudência” e copiei a ideia. 😅

Robert escreveu no seu Blog:

O que você pode fazer para prolongar sua vida útil? É muito simples. Não se limite a um nicho específico. Escreva no blog sobre o que você quiser.

Algumas postagens recebem mais atenção do que outras. Isso não importa. A única coisa que importa é que você se sinta livre ao blogar. (Tradução livre)

Mais uma entrevista legal do People and Blogs.

Em uma parte, o entrevistado diz:

Escrevo para me dar permissão para esquecer e publico para me presentear com a capacidade de lembrar. (Tradução livre)

Tyler escreveu:

But Good Internet is still here. We’re still making stuff we care about and sharing that stuff on our websites. We’re making it for ourselves first, but we’re also making it for you.

This Good Internet Stuff may take effort to find. You probably won’t see it in a feed. It will not have likes and RTs. It might be months old by the time you see it. But, it’ll be here. Waiting.

Em tradução livre:

Mas a Boa Internet ainda está aqui. Continuamos criando conteúdo que nos importa e compartilhando-o em nossos sites. Criamos esse conteúdo primeiro para nós mesmos, mas também para vocês.

Pode ser que seja preciso um pouco de esforço para encontrar esse conteúdo da Boa Internet. Provavelmente você não o verá em um feed. Ele não terá curtidas nem retweets. Pode ser que ele já tenha meses quando você o encontrar. Mas ele estará aqui. Esperando.

Acabei de criar a página Agora. Ela também contém um link para a página Finalizado

Com isso, está concluída a migração do Bear Blog.

Venho percebendo nos últimos dias que a página Notas perdeu sua utilidade. Com a migração para o Micro.blog, a página principal do Blog passou a ser uma timeline de posts.

Sendo assim, não vejo sentido em destacar uma página separada para que o usuário possa ler os micro-posts. Eles já estão evidentes na página principal. Por isso, retirei do menu de navegação a página Notas.

Mas, preferi não excluir a página, talvez ela volte a ter utilidade quando a página principal deixar de ser a timeline.

Se você tiver uma opinião diferente, por favor, entre em contato.

Intenções não programadas (INP)

Este pequeno projeto está completando 3 meses de existência. O primeiro post que publiquei foi no dia 28/12/2025.

Durante esse tempo, usei 3 plataformas diferentes: Blogger, Bear Blog e Micro.blog. Ou seja, 3 plataformas em 3 meses. Mas, não, não comecei este Blog com objetivo de testar plataformas. Foi apenas minha vontade de experimentar, uma intenção não programada.

Porém, esse não é um post sobre plataformas. É sobre blogar - essa palavra é estranha, talvez seria melhor usar “escrever”, mas seria amplo demais.

Contudo, falar sobre Blogs também não era meu objetivo. Primeiro, porque eu não tenho tantos anos assim de experiência com Blogs. Segundo, que não sou nenhum especialista ou estudioso do tema. Portanto, esse tema também foi uma intenção não programada.

Bom, você pode estar se perguntando: “Então, qual era seu objetivo?” Respondo: ser um espaço em que pudesse escrever sobre assuntos mais pessoais, e também ser um repositório de alguns textos que tinha guardado do meu outro Blog.

Pensando nesse objetivo, posso dizer que ele apenas foi parcialmente cumprido, já que eu publiquei apenas 1 ou 2 textos do outro Blog. Em outras palavras, o que me levou a criar este Blog, já virou outra coisa.

Em um determinado momento, decidi escrever de forma ainda mais livre, publicando micro-posts, como se fossem tweets. Em muitos deles, eu apenas compartilho ou comento coisas legais que li/ouvi/vivi. Mais uma vez, uma intenção não programada.

Sabe o SEO? Isso não existe aqui. Escrevo para mim e para você, uma pessoa real, que chegou neste espaço não sei como, e olha só, continua por aqui. Obrigado.

Para concluir, inicialmente comecei este texto com a ideia de falar sobre os 3 meses do Blog, ia mostrar números e minhas percepções. E, como você acabou de ler, virou isso. Adivinha? Mais uma intenção não programada.

Talvez essa seja a melhor representação atual do que é este blog: um conjunto de intenções não programadas.

Selo EntreBlogs 2.0